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20 de novembro de 2014

Negros ou Evangélicos Podem ser Maçons?

Ao longo de meus anos de estudo e convivência com vários tipos de pessoas, já deparei muitas vezes com duas perguntas recorrentes e que merecem um esclarecimento taxativo. Estas perguntas são:


    * Negro pode ser maçom?

    * Evangélico pode ser maçom?


A resposta é absolutamente simples: SIM! Não há impedimento de espécie alguma que esteja ligado à raça, etnia ou credo. Ao julgar se um candidato é apto para ingressar na Maçonaria, as duas perguntas fundamentais (não as únicas) são: Ele é um homem livre? e Ele é um homem de bons costumes? Ninguém perguntará, com a intenção ou possibilidade de impugnar um candidato, qual é a cor de sua pele ou qual igreja ele frequenta.

13 de abril de 2013

Cthulhu


"Eles vieram das estrelas e trouxeram Suas imagens Consigo"

(Pg. 129)



O Cthulhu é uma criatura criada por H.P Lovecraft.
Trata-se de uma entidade cósmica, um dos Grandes Anciões que desceram à terra há milhões de anos atrás.
A criatura foi primeiramente retratada no conto O Chamado de Cthulhu (1926). Uma narração em primeira pessoa sobre um homem que, após a morte do tio-avô, recebe “de herança” uma misteriosa imagem, e decide pesquisar sobre ela e os estudos que o falecido parente fazia.

12 de abril de 2013

Deus é o Diabo: Jeová como o senhor das trevas


Farei uma afirmação ousada: Jeová o deus do antigo testamento, não é Deus.  Se lermos o chamado "Antigo Testamento" veremos que as ações deste monstro chamado Jeová são algo próximo à imagem que fazemos hoje do diabo. Jeová é o diabo. Creio que Jeová é um ser imoral que fez uma aliança com os judeus ha cerca de seis mil anos atrás e que se é ele quem realmente está no comando, isso explica a merda de mundo em que vivemos.

17 de março de 2013

Consciência Satânica do Nazismo

Consta que a Besta da Revelação, que anunciou Hitler como o messias germânico, foi mesma Besta que se manifestou para Aleister Crowley profetizando uma Nova Era [um novo Aeon] alicerçada sobre o Cristianismo destruído. As idéias da Besta foram reunidas no Liber AL vel Legis [The Book of the Law ou Livro da Lei, 1904]. Como os nazistas souberam que se tratava da mesma Besta, isso nenhum cronista consultado até agora explica. De todo modo, a Tanto a besta de Crowley quanto a Besta da Thule-Vril tinham o mesmo discurso megalômano-mitômano-psicopata-homicida-infanticida:

21 de novembro de 2012

Tutulu



A palavra Tutulu foi ouvida por Crowley durante uma iniciação no Aethyr de Zaa1 a qual ele submeteu-se na Argélia em 24 de Novembro de 1909.

20 de novembro de 2012

O Livro da Perdição



doom.GIFTraduzido (para o idioma inglês) por: Frater Algolis, O.A.I.
Publicado por: Ordo Algolis Interstellaris
Traduzido para o português por: Alucard

Caput Primum:

Sobre O Livro da Perdição


1.1. Eons atrás, muito antes da humanidade vagar por este planeta, existe uma irmandade de feiticeiros.

1.2. Eles são mestres em sabedoria, ciência e conhecimento até então ignorado pela história da humanidade.

1.3. Eles decidem tornar seu conhecimento acessível a todos aqueles que estão preparados, prontos, e são merecedores.

1.4. Portanto eles criam um livro que contém as chaves para todo seu poder, ciência, conhecimento, e sabedoria.

1.5. O nome deste livro é O Livro da Perdição.

1.6. Isto porque este livro significa a perdição de toda a servidão, mediocridade, e fraqueza.

1.7. O Livro da Perdição esteve acessível à humanidade desde que ela vaga por este planeta, primeiro como tradição oral, depois em cópias escritas ou na forma de ideogramas que foram muito bem guardados.

1.8. Ele existe em muitas formas e traduções.

1.9. Cada uma de suas formas contém as chaves para obter o conhecimento, poder e sabedoria do Antigo Império.

1.10. Com o poder do Livro da Perdição você receberá as chaves com as quais poderá trabalhar para ser admitido na Grande Ordem Interestelar de Algol.

1.11. A decisão é sempre sua.

1.12. Isto porque você é o único ou única que decide seu destino.

1.13. Se você acha que está preparado para o livro da perdição, você pode ir em frente para procurar as chaves que o auxiliarão a despertar seus poderes.

1.14. Se você ainda acha que tem de curvar-se perante alguma deidade, este livro não é para você.

1.15. Neste caso é melhor para você não continuar.

1.16. Leia o Livro da Perdição de forma intuitiva, livro por livro, e capítulo por capítulo.

1.17. Procure pelo significado nas entrelinhas, então as chaves lhe serão entregues e você encontrará seu mestre.

1.18. Abra seu ser ao Livro da Perdição!


Nota de Fr. Algolis: Atenção com itálicas e maiúsculas! São 18 versos por capítulo, o que equivale a três vezes 6 versos.

Caput Secundum:

A Ordem de Algol e Feitiçaria


2.1. Feitiçaria é uma ciência espiritual que engloba o todo do ser humano.

2.2. Ela implica em conhecer sua própria natureza e a natureza do universo livre para trazer a mudança que você quer em sua vida.

2.3. Esta mudança está sempre sob SEU controle, não sob controle de alguma deidade ou qualquer outro ser acima das nuvens.

2.4. Feiticeiros reconhecem-se como deuses, e agem de acordo com isto.

2.6. Isto significa que feitiçaria não é para o irresponsável, nem para o fraco.

2.7. Feiticeiros não adoram quaisquer forças do universo.

2.8. Eles as controlam!

2.9. Eles não curvam-se perante nada nem ninguém!

2.10. Portanto, se você acredita que precisa curvar-se perante alguma coisa, a Via Sinistra e as Artes Negras não são para você!

2.11. Os feiticeiros são os poderosos, os orgulhosos, e os abastados do universo.

2.12. Portanto eles não são religiosos de qualquer tipo.

2.13. A O.A.I. apóia a Ordo Algolis Interstellaris vel Infernalis.

2.14. Ela é uma ordem interestelar de magos negros mais antiga do que a humanidade.

2.15. Ela é para os orgulhosos, para os poderosos, e para os abastados.

2.16. Algol simboliza o princípio da energia criativa do universo no limiar da criação.

2.17. Algumas deidades que emanam de Algol levam indevido crédito por uma criação do passado.

2.18. Criada por Algol, a O.A.I. foi uma das mais poderosas forças criativas na história da humanidade.


Caput Tertium:

Imperium Infernalis


3.1. O verdadeiro poder se expressa em efeitos.

3.2. Não há necessidade de expressar-se em forma exterior.

3.3. A escolha é sua: usá-lo abertamente ou em segredo; nos dois casos você pode se beneficiar dos seus frutos.

3.4. Hierarquias de espíritos refletem processos de poder.

3.5. Com qualquer hierarquia de espíritos você tem as chaves para expressões específicas de poder.

3.6. No começo é o caos.

3.7. Algol é o portal do caos que cria os mundos.

3.8. O mundo cria abaixo o que o caos cria acima.

3.9. Deidades criadas sempre proclamaram a criação de mundos.

3.10. É assim porque deidades criadas não podem entender a si mesmas nem podem entender o tempo.

3.11. O Grande Império Infernal está entre o caos eo abismo.

3.12. Há quatro reinos principais do Grande Império Infernal.

3.13. O primeiro reino do Império Infernal é o governo Infernal, com Lúcifer, Belial, Satã, Beelzebub, Astaroth, e Plutão.

3.14. O segundo reino do Império Infernal é o domínio dos Sete Gran Duques do Inferno, cujos nomes são: Mefistófeles, Ariel, Anifel, Marbuel, Aziel, Aziabel, e Barbuel.

3.15. O terceiro reino do Império Infernal é o domínio dos Gran Ministros e Conselheiros Secretos do Inferno, cujos nomes são: Asmodeus, Leviathan, Baal, Belphegor, e Lucifuge.

3.16. O quarto reino do Império Infernal é o domínio dos Doze Duques, cujos nomes são: Ashmunaday, Kedemel, Set, Hasmoday, Sorath, Hekate, Lilith, Barzabel, Behemoth, Nambroth, Zazel, e Hismael.

3.17. Estude com atenção o que os espíritos da Hierarquia Infernal tem a dizer para você, e todos os poderes serão seus.

3.18. A estrutura da O.A.I. segue os princípios da Hiearquia Infernal e da mesma forma deveriam fazer todos os grupos do verdadeiro Via Sinistra, pequenos e grandes, do topo ao fundo.

Nota de Fr. Algolis: A Hierarquia espiritual de Algol de certa forma é refletida pelo grimório "the Threefold Coercion of Hell by Doctor Johannes Faust," traduzida para o inglês por K.H.W e sem versão atualmente em português. Entretando, os nomes dos espíritos infernais de certa forma foram distorcidos do original alemão clássico. A hierarquia da O.A.I. segue estes principios ancetrais como mostrado neste capítulo, assim como na hierarquia de todos os braços da O.A.I.

Caput Quartum:

O Alfabeto Infernal da Perdição


Parte 1: Letras de F a G

4.1. A primeira letra do Alfabeto Infernal é F; é governada por Lúcifer, que é o Imperador Supremo do Grande Império Infernal.

4.2. A segunda letra do Alfabeto Infernal é H; é governada por Belial, que é o Vice-Rei do Grande Império Infernal.

4.3. A terceira letra do Alfabeto Infernal é T; é governada por Satã, que é o Governante Supremo do Grande Império Infernal.

4.4. A quarta letra do Alfabeto Infernal é TH; é governada por Beelzebub, que é um Governante do Grande Império Infernal.

4.5. A quinta letra do Alfabeto Infernal é L; é governada por Astaroth, que é um Governante Supremo do Grande Império Infernal.

4.6. A sexta letra do Alfabeto Infernal é B; é governada por Plutão, que é um Governante do Grande Império Infernal.

4.7. A sétima letra do Alfabeto Infernal é K; é governada por Mefistófeles, que é um Gran Duque do Grande Império Infernal.

4.8. A oitava letra do Alfabeto Infernal é O; é governada por Ariel, que é um Gran Duque do Grande Império Infernal.

4.9. A nona letra do Alfabeto Infernal é Y; é governada por Anifel, que é um Gran Duque do Grande Império Infernal.

4.10. A décima letra do Alfabeto Infernal é A; é governada por Marbuel, que é um Gran Duque do Grande Império Infernal.

4.11. A décima primeira letra do Alfabeto Infernal é S; é governada por Aziel, que é um Gran Duque do Grande Império Infernal.

4.12. A décima segunda letra do Alfabeto Infernal é R; é governada por Aziabel, que é um Gran Duque do Grande Império Infernal.

4.13. A décima terceira letra do Alfabeto Infernal é M; é governada por Barbuel, que é um Gran Duque do Grande Império Infernal.

4.14. A décima quarta letra do Alfabeto Infernal é E; é governada por Asmodeus, que é um Gran Ministro do Grande Império Infernal.

4.15. A décima quinta letra do Alfabeto Infernal é U; é governada por Leviathan, que é um Gran Ministro do Grande Império Infernal.

4.16. A décima sexta letra do Alfabeto Infernal é N; é governada por Baal, que é um Gran Ministro do Grande Império Infernal.

4.17. A décima sétima letra do Alfabeto Infernal é I; é governada por Belphegor, que é um Conselheiro Infernal Secreto do Grande Império Infernal.

4.18. A décima oitava letra do Alfabeto Infernal é G; é governada por Lucifuge, que é um Conselheiro Infernal Secreto do Grande Império Infernal.

Nota de Fr. Algolis: É interessante notar que os sons destas letras são semelhantes ao das dezoito runas do sistema Armanen. Isto é a prova irrefutável de que este sistema é baseado na única escola autêntica de runas que já existiu. Entretanto a sequência dos sons é diferente da sequência das runas armânicas. A razão disso permanece um mistério para a pessoa não iniciada. Não restam dúvidas que estamos lidando com as chaves de mantras poderosos que são um grande complemento ao poder do sistema das únicas runas autênticas do planeta. Você deve aprender os símbolos e a pronúncia correta das letras para conseguir o efeito máximo dos mantras e feitiços em que usá-las. Os símbolos das letras do Alfabeto Infernal são apenas acessíveis aos iniciados da O.A.I. Note também que as primeiras dezoito letras se referem aos primeiros três reinos infernais. O número dezoito se refere ao cristal do mundo, que possui seis facetas no topo, seis facetas no centro e seis facetas na parte inferior. Os dezoito espíritos desses três reinos infernais são, portanto, as reais forças criativas do universo!

Caput Quintum:

O Alfabeto Infernal da Perdição


Parte 2, as Outras Letras e Usos

5.1. A décima nona letra do Alfabeto Infernal é C; ela é regida por Ashmunaday, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.2. A vigésima letra do Alfabeto Infernal é AE; ela é regida por Kedemel, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.3. A vigésima primeira letra do Alfabeto Infernal é D; ela é regida por Set, que é um Duque do Grande Império Infernal

5.4. A vigésima segunda letra do Alfabeto Infernal é UE; ela é regida por Hasmoday, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.5. A vigésima terceira letra do Alfabeto Infernal é Z; ela é regida por Sorath, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.6. A vigésima quarta letra do Alfabeto Infernal é I(*); ela é regida por Hekate, que é uma Duquesa do Grande Império Infernal.

5.7. A vigésima quinta letra do Alfabeto Infernal é X; ela é regida por Lilith, que é uma Duquesa do Grande Império Infernal.

5.8. A vigésima sexta letra do Alfabeto Infernal é J; ela é regida por Barzabel, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.9. A vigésima sétima letra do Alfabeto Infernal é P; ela é regida por Behemoth, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.10. A vigésima oitava letra do Alfabeto Infernal é Q; ela é regida por Nambroth, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.11. A vigésima nona letra do Alfabeto Infernal é W; ela é regida por Zazel, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.12. A trigésima letra do Alfabeto Infernal é V; ela é regida por Hismael, que é um Duque do Grande Império Infernal.

5.13. Aqueles que são dignos simplesmente conhecem e compreendem o Alfabeto Infernal da Perdição.

5.14. Isto porque o Alfabeto Infernal da Perdição é a chave deles para o Poder.

5.15. Conhecer o poder dos reinos infernais e seus soberanos lhe dará os meios para você fazer o que quiser.

5.16. Pratique o Alfabeto Infernal da Perdição e você condenará à perdição toda a hipocrisia deste mundo!

5.17. Una as letras do Alfabeto Infernal da Perdição e suas são as mais poderosas palavras que existem.

5.18. Assim é, porque eu sou Lúcifer, Imperador Supremo do Grande Império Infernal e eu escrevi este livro!

Nota de Fr. Algolis: Os mantras secretos de poder estão disponíveis a membros da O.A.I.! Estas últimas vinte letras referem-se às forças criadas do universo.
Direitos autorais de Frater Algolis, Pontifex Maximus Ordinis Caputis Medusae. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida em qualquer formato sem a prévia permissão por escrito do autor ou editor.
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Se você ousar violar estes direitos autorais ou quaisquer outros direitos da O.A.I. ou de material faustiano (Livro Mágico e de Milagres do Dr. Johannes Faust, ou O Corvo Negro ou The Threefold Coercion of Hell, Tarô Infernal do Dr. Johannes Faust, etc.), ou se você está em posse do Livro da Perdição ou qualquer material faustiano que tenha sido produzido violando estes direitos autorais, você será automaticamente alvo do mais poderoso ataque mágico a menos que você destrua este material! A armadilha mágica, provida pelos espíritos do inferno, está amplamente aberta e aguardando!
Você tem a permissão de usar este material, contanto que a cópia seja exatamente idêntica, com nada omitido, adicionado, ou alterado de qualquer forma.

3 de agosto de 2012

A Reforma Satânica: uma orientação política das Trevas


O satanista será o primeiro a dizer que não se deve misturar religião com política. Mas parafraseando  Maquiavel, se ele não fizer isso, terá seu ambiente político infestado e dominado por aqueles que não são tão seculares.

Os Dez Mandamentos Satânicos

"E Satan virou-se e sorriu,
E pronunciou seus mandamentos
Para que a humanidade ardesse."

22 de julho de 2012

Jesus é um bom negócio: Guia Rápido para abrir uma Igreja

O objetivo deste manual é divulgar todos os macetes para fundação e controle de uma instituição religiosa dentro dos ditames da Lei, mas seu real propósito é antes disso mostrar como o Estado facilita e até incentiva a existência de picaretas da fé que se aproveitam da ingenuidade das pessoas para obtenção de poder.

Satanista: Inimigo do Povo



Homem só"Vós sois contra o povo, Ó meus escolhidos!" - Livro da Lei. (II AL, 25)

A voz do povo é a voz de Deus. Se este adágio popular possui alguma verdade, então o Satanista deveria pensar nove vezes antes de concordar com qualquer coisa que o povo fala.

8 de julho de 2012

A Primeira Ordem Vampírica do Ocidente


Boa noite meus caros Seres da noite.. Este breve dossiê trará alguma informações sobre a primeira ordem vampírica do ocidente. Trata-se de considerações iniciais sobre as aparições de Otto von Graff e Helena Karponoava ao escapar dos tribuais da Satnat Veheme e o abrigo de Frenc Nadasdy em Bratislava em 1579.

A Igreja Gótica Paulista

Eu tinha ouvido falar sobre as missas gótico/vampíricas a mais ou menos dois anos. Procurei informações sobre o assunto na internet mas, muito pouco ou quase nada de relevante foi encontrado. Com exceção da já conhecida missa realizada em Cambridge na Inglaterra pelo Padre Marcus Ramshaw. Por sorte, encontrei as mesmas pessoas que haviam me falado sobre o assunto numa tarde bem chata na galeria do rock. Eles claramente se distinguiam da molecada que geralmente frequenta o local. Bem vestidos, bem penteados, e muito bem maquiados, tinham na expressão um cinismo que não se encontra nem no político mais corrupto de Brasília.

16 de abril de 2012

Os Top 5 da Bíblia

Top 5 pragas

I. Quando os hebreus eram escravos no Egito, o Senhor enviou 10 pragas contra os opressores do povo escolhido. A primeira delas foi transformar toda a água do país em sangue (Êxodo 7:21).

II. Como o faraó não libertava os hebreus, o Senhor radicalizou: matou, numa só noite, todos os primogênitos do Egito. œE houve grande clamor no país, pois não havia casa onde não houvesse um morto (Êxodo 12:30).

III. Desgostoso com os pecados de Sodoma e Gomorra, Deus destruiu as duas cidades com uma chuvarada de fogo e enxofre (Gênesis 19:24).

2 de março de 2012

Teurgia

Teurgia é uma palavra de origem grega que pode ser traduzida como obra divina (theoi–Deus e ergein-obra) e faz referência a uma modalidade de magia cerimonial que busca através de práticas como orações e rituais incorporar uma manifestação divina no praticante; além de uma aproximação pura e profunda com a divindade em questão.


Teurgia na História

Embora a palavra Teurgia tenha sido aplicada apenas a partir da era romana, as primeiras referências sobre sua prática encontram-se em aproximadamente 10.000 a.C entre os orfistas (adeptos do orfismo – doutrina grega que pregava uma continuidade paradisíaca da existência após a morte) chegando até aproximadamente dois séculos antes da era cristão, quando o texto do Oráculo dos Caldeus especificou instruções distintas para a prática e exercício da Teurgia.
Filósofos neoplatônicos promoveram a Teurgia como uma prática intimamente associada à natureza transcendental. Durante o império bizantino foi citada por Georgios Pletho e Michael Psellus através de referências do Oráculo dos Caldeus. Já na era medieval a Teurgia perdeu sua visibilidade e retornou apenas na renascença através de Cornelius Agrippa, entre outros ocultistas. Nos idos do século XVIII, ganhou notoriedade através de Martinez de Pasqually; posteriormente, rituais teúrgicos foram publicados por Amadou e Ambelain.
Louis Claude de Saitn-Martin, discípulo de Pasqually, através das bases estabelecidas por seu mestre, desenvolveu seu próprio sistema teúrgico e declarou que "Teurgia não é apenas um presente de Deus ao Homem, é uma responsabilidade a qualquer um, desde que sinta o verdadeiro desejo da realização em seu coração; pois Deus oferece ao Homem a oportunidade para ascender tal sentimento em seu coração".


Ritualização

Sob uma definição mais simplista, pode-se compreender que o ritual teúrgico é a manifestação interior do homem através de palavras, orações, meditações e de um desejo intenso de estar associado a Deus.
Segundo seus praticantes, o exercício do ritual teúrgico atinge vários níveis da existência humana como o plano psicológico e, obviamente, o espiritual, através da harmonia plena com Deus. Porém, a transcendência do homem de sua natureza humana é o aspecto mais significativo a ser considerado.
A cerimônia teúrgica oferece ao praticante a liberdade de compor seu próprio ritual de acordo com os princípios legítimos da espiritualidade. Entretanto, pode-se compreender que há uma estrutura central que estabelece algumas noções básicas.
Assim, de acordo com os preceitos teúrgicos, admite-se que a inspiração que motiva o ritual é de origem divina e o homem é o praticante (agente operador) que age em cooperação com a divindade. O sacramento da sagrada sacristia é essencial ao praticante; ou seja, o cerimonial é impraticável se o indivíduo não aceitar em seu espírito a força presente de Deus.
Partindo deste princípio, passa-se aos requisitos básicos que são a motivação, modo de vida e condições ambientais (localidade, clima etc). Em seguida, adota-se quatro virtudes como bases do "templo interior": pureza, amor, fé e remissão. Finalmente, é necessário o estado de oração interior e a manifestação da nipsis (autocontrole da consciência que liberta o espírito de obsessões).
A ritualização efetiva exige uma mesa coberta com um tecido branco (que exerce a função de altar), velas, cruz, incenso, palavras e gestualização do praticante; além do novo testamento expondo o primeiro capítulo do Evangelho de São João.
O início ocorre com o ato de contrição e a expressão do arrependimento seguido da invocação do anjo guardião. Em seguida, passa-se aos louvores e à glorificação; além da verbalização das orações. Finaliza-se com a operação específica (um pedido de cura ou consagração de objetos, por exemplo) e a expressão da gratidão.


Teurgia & Religiões

Sob um ponto de vista mais amplo, pode-se compreender a Teurgia como uma referência básica de ritualização e cerimoniais que se encontra presente em inúmeras doutrinas e religiões. Sua estrutura ritualística, com uma ambientação específica, instrumentos, meditações e verbalização de determinadas orações são encontradas inclusive na liturgia cristã; bem como nas doutrinas neopagãs e religiões orientais.
Portanto, mais que uma prática mágica cerimonial, a Teurgia oferece uma estrutura ritualística simples que se pode aplicar à doutrinas mais distantes entre si e ao mesmo tempo profunda, pois se sustenta na espiritualidade humana e no desejo constante de interagir com a divindade e, de certa forma, divinizar-se também.

Satanismo

O termo Satanismo sugere várias interpretações. Desde a Idade Média, é usado para designar as crenças do período pré-Cristão ou as religiões não cristãs, como a Wicca. Há ainda conotações contemporâneas associando o satanismo a uma filosofia, adoração ao Diabo etc.
Fundamentalmente, o Satanismo é um estilo de vida de aplicação prática. Sua essência baseia-se na idéia de que cada ser humano, em sua individualidade, é uma divindade; capaz de alcançar altos níveis de evolução, desde que não esteja preso a nenhum dogma religioso que subtraia seus reais valores primitivos. Portanto, cada indivíduo tem a liberdade espiritual e filosófica de criar e desenvolver seus critérios, sendo ele seu próprio sacerdote, salvador e deus. Neste caso, o Satanismo não está associado à adoração ao Demônio ou oposição ao Cristianismo.


Alguns tipos de Satanismo

Luciferanismo
O Luciferanismo pode ser considerado uma derivação da filosofia empregada no Satanismo. Seus seguidores não cultuam Lúcifer (Lúcifer é visto como um Anjo, e não como a personificação do mal no cristianismo), mas o vêem como uma referência para alcançar a Iluminação Espiritual. Sendo que a origem de seu nome significa Portador da Luz.

Satanismo Gótico
Neste caso, o termo Gótico é sinônimo de Medieval. Esta variação faz parte apenas das lendas criadas na Idade Média pela Igreja Católica para atemorizar os cristãos e servir de acusação nos processos inquisitórios. O caso das Bruxas de Salém em 1692, é um exemplo. Nesta variação lendária do Satanismo, seus adeptos sacrificavam crianças e animais em rituais de magia destrutiva.

Dabblers Satânicos
Está principalmente associada aos modismos adolescentes. Seus adeptos ensaiam rituais esporádicos de magia utilizando-se do sacrifício de pequenos animais. É essencialmente uma forma de anticristianismo, onde os Dabblers (aficionados) adoram o demônio conhecido no cristianismo e se camuflam sob uma condição que julgam satânica. Igualmente chamado de Devil Worshippers (Adoradores do Demônio), também está associado a delinqüentes que alegam cometer os crimes motivados por Satã.

Satanismo Religioso
É a forma mais difundida de Satanismo. Possui dogmas e a bíblia satânica. Também abriga aspectos místicos e cerimoniais, como batizado e casamento, que o caracterizam como uma religião. Porém, não há uma divindade cultuada nem conceitos sobre céu e inferno, bem e mal ou deus e diabo. A Church of Satan e o Temple of Set são exemplos do satanismo religioso.


Anton LaVey e a Igreja de Satã

Anton Szandor LaVey nasceu na cidade de Chicago, em 11 de abril de 1930. Esta é uma das poucas informações coerentes sobre sua vida. De resto, há um grande conflito em sua biografia. LaVey teria recebido ensinamentos ocultistas de sua avó cigana. Ainda teria viajado para a Alemanha ao lado de um tio, e trabalhado em circos, cabarés e até mesmo na Polícia de San Francisco. LaVey também teria vivido romances com as atrizes Marilyn Monroe e Jayne Mansfield.
Em 30 de abril de 1966, foi fundada a Igreja de Satã (Church of Satan) por Anton LaVey. Apesar de já haver grupos como o Hell Fire Club e o Abbey of Thelema, que cultivavam uma linha semelhante, a Igreja de Satã foi a primeira organização reconhecida como religião dedicada às filosofias satânicas, e considerada a precursora do satanismo moderno. É provável que o nome Church of Satan tenha sido adotado como uma forma de causar um impacto polêmico e chamar a atenção da imprensa. As "Missas Satânicas", que eram paródias das missas cristãs, possivelmente foram criadas com o mesmo objetivo. Portanto, seriam apenas recursos publicitários empregados por LaVey.
Assim, a Igreja de Satã recebeu uma atenção muito grande por parte da sociedade e da imprensa americana, logo atingindo uma notoriedade mundial. LaVey passou a ser considerado o Papa Negro e sua esposa Diane Hegarty, foi nomeada Suma Sacerdotisa.
Em 1º de fevereiro de 1967, ocorreu em San Francisco a cerimônia de casamento entre John Raymond, jornalista político, com Judith Case, filha de um conhecido advogado de Nova York. Apesar de não ser o primeiro casamento satânico realizado por Anton LaVey, a fama de John e Judith serem de famílias abastadas, despertou grande interesse e a cerimônia tornou-se um evento amplamente coberto pela imprensa.
Em maio do mesmo ano, LaVey conduziu o batismo de sua filha de três anos, Zeena. Foi o primeiro batismo satânico da história. Zeena vestia um manto vermelho e usava um medalhão com a imagem de Baphomet, enquanto seu pai recitava uma invocação que futuramente foi incluída no livro Satanic Rituals.
Em 1969, a Igreja já contava com 10 mil adeptos em todo o mundo. Anton LaVey publicou The Satanic Bible, que se tornaria a principal referência do Satanismo. Ainda seguiram-se The Compleat Witch em 1970 (posteriormente revisto e editado como The Satanic Witch) e em 1972, The Satanic Rituals.
A Igreja desenvolvia sua estrutura e hierarquia nas décadas de 70 e 80. Em 1984, Anton LaVey separa-se de Diane e sua filha Zeena ocupa a posição de Suma Sacerdotisa. Nesse período, as Missas Negras e outras cerimônias deixam de ser realizadas devido a intolerância de grupos cristãos. Anton LaVey passa a administrá-la apenas através do Boletim Oficial The Cloven Hoof. Em 1988, este informativo foi extinto e algumas publicações independentes tornaram-se a forma de interagir os adeptos em diversas partes do mundo. Ainda houve um grupo que se desligou da Igreja e formou o Temple of Set (relativo à divindade egípcia Set). Anton LaVey faleceu em outubro de 1997 devido a um edema pulmonar. Atualmente, a Igreja é presidida por Peter Gilmore.


Baphomet, Pentagrama e a Cruz Invertida

Em meio às diversas polêmicas que compõem o tema do satanismo, alguns pontos não ficam totalmente esclarecidos. Por exemplo, a representação de uma cabra com corpo humano encontrada nos cultos do satanismo religioso é denominada Baphomet, que já era conhecida desde os tempos pré-cristãos. Portanto, não possui nenhuma relação com o demônio conhecido no cristianismo. Para os satanistas, Baphomet é uma energia da natureza que os motiva a conseguir seus objetivos. Neste caso, a cabra com corpo humano e asas simboliza força, fertilidade e liberdade, características muito valorizadas pelos povos pagãos.
O pentagrama é um símbolo encontrado originalmente nas culturas pré-cristãs com diversos significados. No caso do satanismo religioso, é utilizado com duas pontas voltadas para cima, simbolizando a face de Baphomet.
A origem da cruz invertida nos remete a São Pedro, que não se julgava digno de morrer como Jesus e pediu para ser crucificado de cabeça para baixo. Este símbolo é encontrado na Basílica do Vaticano, no trono ocupado pelo Papa, etc. Porém, a Cruz invertida também foi adotada por grupos que se intitulam satanistas ou anticristãos.

Luciferianismo

O Luciferianismo é uma doutrina derivada do Satanismo, que busca virtudes como iluminação, sabedoria, orgulho, independência e liberdade de sua principal divindade, Lúcifer. Ao mesmo tempo é subjetivo, baseado em experiências e aceitação pessoais, sofrendo influências de outras crenças. Assim, não possui uma base rígida de dogmas a serem seguidos, sendo transmitido oralmente e praticado, geralmente, de forma individual. 

Historicamente, não há uma origem precisa sobre o início do Luciferianismo. Mas há um conjunto de conceitos que se desenvolveu ao longo dos tempos em várias culturas distintas e resultou no Luciferianismo conhecido atualmente.
As serpentes e os dragões, que são representações de Lúcifer em várias culturas, são também símbolo de sabedoria e eternidade. Estes animais eram alvos de adoração no Egito, Babilônia, Pérsia, e entre os Incas americanos. Assim, podemos supor que esta filosofia já era praticada há muitos séculos.
Na Bíblia podemos encontrar várias alusões à serpente: "Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gênesis – Cap. III – Versículo V). Neste versículo, a serpente induz Eva a comer o fruto no Éden. Mas segundo a interpretação dos luciferianistas, encontra-se claramente a simbologia da serpente como portadora da chave que possibilita o homem tornar-se Deus.
Ainda, na Europa medieval, precisamente no ano de 1223, havia boatos sobre um grupo conhecido como Luciferianos. Na verdade, esta "seita" era composta apenas por pessoas que recusavam-se a pagar os impostos exigidos pelo Clero, e por esse motivo foram acusados de "adoradores do demônio" e, obviamente, vítimas da Santa Inquisição. Embora isso seja apenas um boato, ainda hoje é usado como um argumento metafórico pelos luciferianos.


Deístas e Agnósticos

Num aspecto geral, o Luciferianismo pode ser subdividido em duas categorias, nas quais as denominações variam e não são tão significativas para sua compreensão. As modalidades são conhecidas como Deísta e Agnóstico, Tradicional ou Moderno (termos absorvidos do Satanismo), etc.
Os adeptos do Luciferianismo Deísta identificam Lúcifer como o criador do universo, um ser onipresente e onipotente. Neste caso, Lúcifer assume as características principais de uma divindade.
Os luciferianos agnósticos vêem Lúcifer como um arquétipo, ou seja, uma referência de virtudes que são visadas por seus adeptos. Esta variação é nitidamente influenciada pelo Satanismo moderno promovido por Anton LaVey, no qual não há uma divindade específica, mas cada indivíduo eleva-se a ponto de considerar-se "seu próprio Deus". Este conceito também nos remete a ideologia do Thelema, tendo como seu principal divulgador o ocultista, Aleister Crowley.
Mas em todas as variações, Lúcifer é visto como um ser que abriga em si os opostos entre Luz e Trevas, e por conseqüência, o equilíbrio entre os pólos. Este conceito é totalmente contrário a muitas religiões que possuem figuras que representam os arquétipos de bem e mal de forma distintas. A aceitação de uma única referência que é paralelamente Luz e Trevas, segundo os adeptos, é a principal diferença do Luciferianismo em relação aos outros sistemas religiosos. Dessa forma, não há um confronto entre "Deus x Diabo"; ao contrário, há uma união dessas forças que são igualmente responsáveis e necessárias para a evolução humana.


Quem é Lúcifer?

Desde a Antiguidade, passando pelos filósofos e desembocando na figura conhecida erroneamente como o "demônio cristão", diversos personagens da mitologia e divindades cultuadas em inúmeras e distantes culturas, possuem alusões a seres, sejam arquétipos ou concretos, que trazem consigo as características conhecidas em Lúcifer. A literatura contemporânea também o aborda amplamente, como as citações ocultistas de Helena Blavatsky e Eliphas Levi, e na obra poética de John Milton, Paradise Lost.
Segundo o mito cristão, Lúcifer era o mais forte e o mais belo de todos os Querubins e conquistou uma posição de destaque entre os demais. Porém, Lúcifer tornou-se orgulhoso de seu poder e revoltou-se contra Deus. O Arcanjo Miguel liderou as hostes divinas na luta contra Lúcifer e os anjos o derrotaram e o expulsaram do Reino do Céu. Mas a idéia de que Lúcifer rebelou-se contra o Criador e foi expulso também está presente em outras culturas, além do Cristianismo.
Por ser o "Portador da Luz", na Roma Antiga, Lúcifer foi associado ao planeta Vênus que, devido sua proximidade com o Sol, pode ser visto ao amanhecer. O anjo também é chamado de "Estrela da Manhã" e "Estrela d’Alva". Na Mitologia Romana era o filho de Astraeus e Aurora, ou de Cephalus e Aurora. Entre os gregos, Lúcifer pode ser associado com Apolo, o "Deus do Sol".
Nos estudos da Demonologia, diferentes autores atribuem a Lúcifer características comuns. No Dictionaire Infernale (1863) e no Grimorium Verum (1517), é o "Rei do Inferno" responsável por assegurar a justiça. No O Grimório do Papa Honório (século XVI ou XVII), Lúcifer também assume a função de "Imperador Infernal". Lúcifer também é cultuado numa variação da Wicca, sendo visto como o Deus do Sol e da Lua dos antigos romanos.


Luciferianismo & Satanismo

Apesar de popularmente Lúcifer e Satã serem quase sinônimos e esta idéia estender-se ao Satanismo e ao Luciferianismo, há diferenças primordiais entre eles e, por conseqüência, aos sistemas religiosos que os cercam.
Ao longo dos séculos, estes dois personagens também foram representados artisticamente de formas distintas. Por ser um anjo, Lúcifer, é comumente retratado como um homem com asas e, por vezes, empunhando um cajado. Enquanto Satã tem sua imagem associada ao homem com chifres e patas de cabra, muito semelhante ao deus Cornífero (ou Pã), divindade masculina e símbolo de fertilidade cultuada entre os pagãos.
Mas, talvez a maior e mais significativa diferença entre ambos os conceitos, encontra-se na origem das palavras. O termo Lúcifer origina-se no latim e significa "O portador da Luz" (Lux ou Lucis = Luz + Ferre = Carregar). A palavra Satã origina-se no hebraico, Shai'tan, e significa "Adversário"; podendo ser também uma variação do nome da divindade egípcia Set-hen. Dessa forma podemos deduzir que, genericamente, o Luciferianismo busca a Iluminação através de Lúcifer. Enquanto o Satanismo pode caracterizar-se pela oposição, neste caso, ao cristianismo. Assim, os luciferianos consideram que sua filosofia é um "aprimoramento" do Satanismo, apesar de não ser tão conhecido quanto a doutrina promovida por LaVey.
A combinação da imagem de Lúcifer ao "demônio cristão" foi ocasionada por uma interpretação equivocada do livro de Isaías: "Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo" (Isaías – Cap. XIV – Versículo XII a XV).
Este trecho narra as intenções do rei da Babilônia que almejava tornar-se maior que Deus, mas São Jerônimo, que ao traduzir a Bíblia do grego para o latim no século IV, associou esta passagem com Lúcifer e à serpente tentadora, ou seja, a simbologia do diabo cristão. Anteriormente, Lúcifer não havia essa relação. Tanto que, oficialmente, a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de diabo, mas apenas a condição de "anjo caído".


Magia, rituais e pactos luciferianos

O Luciferianismo adotou diversas práticas ritualísticas e cerimoniais de outros sistemas mágicos, caracterizando assim, uma corrente de idéias próprias com objetivos distintos nesta doutrina. As influências sobre o Luciferianismo variam de antigos rituais pagãos até os conceitos contemporâneos do Satanismo.
Podemos citar como exemplos as chamadas práticas Internas e as práticas Externas, que subdividem-se em Herméticas e Cerimoniais. A Magia(k) (termo derivado da filosofia thelêmica) Interna é mais comum entre os luciferianistas, pois atua diretamente no estado de consciência e no espírito do praticante. A Magia(k) Externa é mais complexa e elaborada, exigindo uma série de fatores como dia e horários pré-estabelecidos, um local adequado, vestimentas e instrumentos próprios para efetuar mudanças no plano físico.
Neste caso, pode ser praticada solitariamente (Hermética) ou em grupo (Cerimonial). Mas ambas são igualmente importantes entre os luciferianistas, e o sucesso de uma modalidade interfere na outra.
É falso o conceito das chamadas Missas Negras, as quais seriam paródias blasfêmicas das liturgias católicas, utilizando-se de urina e fezes para substituir a hóstia e o vinho, recitando orações ao contrário e promovendo orgias entre os praticantes. Também é irreal a idéia de sacrifício humano ou animal. Neste caso, há apenas um sacrifício simbólico. Há ainda o conceito do "pacto com o diabo" (muito comum na crendice popular), no qual o praticante "vende a alma pro diabo" em troca de riquezas e sucesso. Sob a ótica luciferianista, o único pacto aceitável é o compromisso consigo próprio de buscar a iluminação espiritual utilizando-se da força da própria vontade.

Maçonaria

Origem

Especula-se que a Maçonaria teria nascido do trabalho dos construtores de catedrais medievais, que organizavam-se criando sua própria sociedade, a então Maçonaria Operativa. Estes pedreiros deslocavam-se continuamente de canteiros em canteiros (lodges), livres da autoridade das corporações, da nobreza e da Igreja, e sem compromisso de pagarem impostos. Por isto, o nome de Pedreiros Livres (freemasons ou franc-maçon), cuja importância se desenvolveu do século XII ao XIV.
Com o Renascimento, o Protestantismo opõe-se à Igreja Católica, abalando Roma e provocando uma ruptura dentro do Mundo Cristão. Galileu, baseando suas idéias na ciência e na matemática, abriu aos pesquisadores de sua época um novo mundo e provou que o Universo era infinito. A Ciência progrediu rapidamente e uma divisão foi estabelecida entre o dogma da religião e o mundo de razão.
No fim do século XVII, surgiu a idéia de um deísmo que, pouco a pouco, conduziu à noção de um Criador, como "Grande Arquiteto", criando um mundo de acordo com regras imutáveis.


Maçonaria Especulativa (Maçonaria Moderna)

Possivelmente, a Moderna Maçonaria tenha se originado na Escócia para onde foram, segundo algumas lendas, diversos membros templários, fugindo da Inquisição da Igreja Católica. Eles teriam se associado à Guildas Maçônicas passando a estas, vários de seus conhecimentos filosóficos e esotéricos. O próprio Robert de Bruce, o rei que libertou a Escócia da dominação inglesa, pertencia à sociedade maçônica.
Como se vê, a transição da Maçonaria Operativa para a Maçonaria Especulativa (forma como esta organização apresenta-se hoje) dá-se de forma imperceptível. As Lojas de Maçons Operativos foram progressivamente recebendo membros que não pertenciam ao ofício da construção (membros da nobreza, burguesia e clero), que eram chamados de "Maçons Aceitos", e que podiam participar de suas discussões após serem iniciados.
No início do século XVIII aparece a franco-maçonaria moderna, com orientação interna baseada no Livro das Constituições publicado em 1723 por James Anderson, que exerceu influência internacional no pensamento das sociedades modernas, difundindo-se principalmente, nos países anglo-saxônicos.
A evolução da Maçonaria Especulativa é marcada, então, por uma secularização característica contendo, de acordo com a ideologia das Constituições de Anderson, um fundamento no qual todos os homens parecem concordar: o deísmo, que é uma forma de religião natural, livre de todo dogma e que busca a felicidade em qualquer lugar. Outro fato importante que influencia a maçonaria no século XVIII, é a tendência à universalidade que se manifesta por uma abertura muito próxima aos pensamentos dos Iluministas, caracterizados pelo respeito à tolerância e à fraternidade. A Revolução consagrou este estado de espírito, manifestado por muitos maçons, com a defesa dos Direitos Humanos e do Cidadão, a luta incansável contra toda forma de escravidão, e a rejeição de todo o dogmatismo.
A maçonaria teve influência decisiva em grandes acontecimentos mundiais, tais como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos.


Maçonaria - Características Gerais

A Maçonaria trata-se de uma associação semi-secreta, difundida no mundo todo, que adota os princípios de fraternidade e da filantropia entre seus membros. Ela é considerada semi-secreta devido ao conhecimento mundial de sua existência, embora muitos aspectos permaneçam ocultos aos não membros de sua sociedade. No cotidiano os maçons se comunicam através de sinais secretos, senhas e cumprimentos especiais.
Ela é composta de homens que se iniciam através de rituais, incluindo juramentos de fidelidade e uma série de simbolismos, onde a moral, a fraternidade e a retidão são representadas pelo livro sagrado, pelo compasso e pelo quadrado. 

Os Maçons são divididos e organizados em Lojas. Existem as Grandes Lojas (normalmente distribuídas por Estados) que são responsáveis pela jurisdição das menores Lojas (também chamadas de Lojas Simbólicas, distribuídas por cidades, ou em alguns casos, bairros ou comunidades). Em suma, Loja Maçônica, é o lugar ou a reunião em que se congregam os Maçons para um trabalho específico. 

Para ser um maçom, o indivíduo não precisa ser de uma específica religião, raça ou segmento social. Ele precisa apenas acreditar em um ser único e supremo, do qual os Maçons chamam de "Grande Arquiteto do Universo", ou simplesmente Deus. Além disso, é preciso ser de boa índole e caráter, adorador da ordem e da justiça, em outras palavras, ser um cidadão exemplar. Um Maçom indicará o possível integrante, para seu Mestre. Esse novo integrante será investigado minuciosamente para que não haja dúvida de que é um homem íntegro. O Mestre irá analisar o pedido de ingresso, juntamente com os outros Maçons da Loja, que farão uma votação para decidirem se o novo integrante será aceito na Ordem. Após ter ingressado na sociedade, qualquer deslize moral ou das regras impostas que o integrante venha a cometer, será extinguido e o Maçom que o indicou poderá ser punido. Todo Maçom deve seguir a doutrina histórica, também chamada de Landmarks (Veja o Texto Complementar Landmarks). 

Antes de 1893 a filiação maçônica só era facultada aos adultos do sexo masculino. Naquele ano uma Loja da França procedeu à admissão de uma mulher em seus quadros, episódio que deu origem a Lojas Maçônicas mistas, que se reuniram e formaram a ordem mista internacional "O Direito Humano". Posteriormente outras Lojas mistas foram surgindo e hoje existe até mesmo Potência Maçônica Feminina. Mas atualmente, ainda há restrição para o sexo feminino ingressar na Maçonaria. Para saber mais, veja a matéria Grão-mestres de saia da revista Isto É.
O aprendizado maçom está dividido por etapas. Cada etapa é desenvolvida numa Câmara própria, com seus respectivos graus. A Maçonaria universal compreende basicamente os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre que são das Lojas Simbólicas (1º ao 3º grau). Além dela existem: Lojas de Perfeição (do 4º ao 14º grau), Capítulos (do 15º ao 18º grau), Conselhos de Kadosch (do 19º ao 30º grau), Consistórios (31º e 32º graus) e Supremo Conselho (33º grau). Para maiores detalhes de cada uma, veja o Texto Complementar Hierarquia Maçônica.

Os ensinamentos maçônicos são ministrados através de rituais que, contém princípios de todas as "Artes Iniciáticas", como o hermetismo, a cabala, o simbolismo, além dos conceitos tradicionais sobre as cores, os números e as lendas antigas. Nos ritos maçônicos fundem-se o simbolismo das Iniciações primitivas, os ensinamentos Rosa-Cruzes dos antigos filósofos, do pitagorismo, dos templários, do judaísmo, do cristianismo, etc., daí a sua riqueza fora do comum, se comparada a outras instituições fraternas.

Há séculos, a Maçonaria sofre um certo preconceito, principalmente de algumas religiões. Isso se deve à idéia de associação misteriosa e secreta que a Maçonaria passa para os leigos. Desse modo, já foi associada à seitas satânicas, práticas macabras e até mesmo à grandes conspirações.
Segundos os próprios maçons, o objetivo da Maçonaria é fazer com que seus adeptos, sejam homens que busquem a evolução espiritual e intelectual, contribuindo com a humanidade, e ajudando seus semelhantes a também evoluírem em suas vidas. Mas para muitos, a Maçonaria continua sendo uma incógnita, assim como seus verdadeiros intuitos; transformando-se deste modo, num alvo de grande curiosidade, que continuará alimentando a imaginação das pessoas através dos séculos.

Thelema

A Filosofia


A palavra Thelema (pronuncia-se Télema) tem origem grega e significa Vontade ou Intenção. Mas este termo é associado a uma doutrina registrada pela primeira vez na literatura no século XVI. No ano de 1532, François Rabelais cita em sua aventura épica Gargantua e Pantagruel, a fundação de uma abadia de Thelema. Segundo o autor, uma doutrina que se chocava com os ideais católicos da época.

A proposta do Thelema está baseada essencialmente na liberdade e individualidade humana; ou seja, o cultivo e satisfação plena das próprias vontades. Estas bases ficam evidentes nos principais conceitos que regem: "Faça o que tu queres, pois há de ser tudo da lei"; "Todo homem e toda mulher é uma estrela"; "Tu não tens o direito, se não fazer a tua vontade..." Para os adeptos, estes princípios sintetizam a doutrina.

No Thelema toda ação individual é válida, pois é necessária a evolução. Porém, é importante que cada indivíduo descubra-se interiormente pela própria espiritualidade e una-se ao seu Ego através do amor. Desta forma descubra a Vontade Verdadeira que existe em si, e que é a motivação real da existência. A busca e o exercício da Vontade Verdadeira é a ação que move o ser em direção a iluminação. Por ser única, esta Vontade não colide com a Vontade alheia. "O Amor é a Lei sob a Vontade..." Portanto, cada ser da criação é único e especial; possui vontades e necessidades únicas que devem ser supridas.

Por estar fixado em conceitos pessoais, o Thelema pode variar muito em sua interpretação entre os adeptos; já que a vontade individual é o principal mecanismo de busca da auto-satisfação. Por esse motivo não é considerado uma religião, já que não existe uma divindade central específica; pode abrigar vários tipos de crenças e funcionar como um complemento da religiosidade, de acordo com a vontade do indivíduo. Porém, em seu desenvolvimento ao longo dos anos, o Thelema tornou-se um sistema mágico com características próprias; agregando em si correntes como a Draconiana, Tifoniana e Ofidioniana. Também influenciou outros sistemas como a Magia Ritual, Magia Sexual e as Artes Divinatórias.

A doutrina foi citada por vários pensadores e estudiosos em inúmeras publicações no decorrer dos séculos. Mas se expandiu apenas por volta de 1938, quando o inglês Aleister Crowley publicou o Liber Al vel Legis.

Atualmente, o Thelema é visto com uma certa hostilidade por aqueles que o conhecem superficialmente. O nome de Crowley está muito associado a esta doutrina, e os mitos que cercaram sua vida prestam uma imagem negativa a esta doutrina. Além disso, a noção libertária dos conceitos thelêmicos pode transmitir um falso aspecto egoísta, onde valoriza-se exageradamente a própria vontade e menospreza-se o altruísmo. Na verdade "O Amor é a Lei sob a Vontade", e "Todo homem e toda mulher é uma estrela..." Aqui fica evidente que o Amor se sobrepõe aos outros valores, e a individualidade humana é divinizada, respeitada por que cada um é uma estrela.





Crowley: Breve Biografia



Edward Alexander Crowley nasceu em 12 de Outubro de 1875, em Leamington, Inglaterra. Recebeu de seus pais uma rígida educação cristã, da qual hostilizava desde a infância. Freqüentou o Trinity College da Universidade de Cambridge e formou-se em química.

Crowley conheceu George Cecil Jones, membro do Amanhecer Dourado: uma sociedade secreta que transmitia ensinamentos relativos à astrologia, magia, cabala, alquimia e outros temas herméticos. Assim, aos 23 anos foi iniciado nesta sociedade e rapidamente elevou-se em sua hierarquia. Numa viagem ao Egito em 1904, Crowley e sua esposa vivenciaram as experiências que resultariam no livro da filosofia thelêmica, o Liber Al vel Legis.

Após a morte de sua filha em 1906, Crowley reuniu-se novamente com Cecil Jones e criou a Astrum Argentium: uma ordem iniciática que dava continuidade ao já extinto Amanhecer Dourado. Aqui foram implantados e difundidos os primeiros conceitos do Thelema. Nos anos seguintes, Crowley dedica-se aos estudos, escreve e publica vários livros de cunho poético-místico.

Em 1909, Crowley e Rose Kelly se separam. No ano seguinte, o inglês é convidado por Theodore Reuss e ingressa na Ordo Templi Orientis (O.T.O): uma ordem alemã composta dos mais elevados Maçons. Assim, teve a oportunidade de desenvolver a filosofia thelêmica na O.T.O, que posteriormente se desligaria totalmente da Maçonaria.

Em 1910 escreve o Liber CCCXXXIII, que seria publicado em 1913 e maldosamente classificado como o Livro das Mentiras. Nos anos posteriores, prossegue escrevendo e publicando várias obras relacionadas ao ocultismo. Em Abril de 1920, Crowley funda a Abadia de Thelema, na Sicília, Itália. Ordem que seria extinta em três anos, quando Mussolini o expulsaria do país.

A publicação de Confessions of Aleister Crowley em 1930, proporcionou ao autor a oportunidade de conhecer pessoalmente o poeta lusitano Fernando Pessoa, que também era astrólogo. Pessoa enviou uma carta a Crowley avisando-o que seu mapa astral estava incorreto. O inglês respondeu e manifestou sua vontade de conhecer o poeta. Assim, o encontro deu-se no porto de Lisboa. Nos anos seguintes, suas publicações mais significativas foram o Liber Al vel Legis, em 1938, e em 1942 o Liber OZ: manifesto dos direitos e deveres do homem; muito semelhante ao que ainda seria criado pela ONU.

Crowley passou grande parte de sua vida viajando, escrevendo e estudando diversas culturas ocultistas, bancado pela herança de sua família e doações de amigos e discípulos. Demonstrava um ávido desejo de sabedoria. Foi intelectualmente privilegiado, destacando-se desde a infância, quando lia a bíblia em voz alta e era prodígio nas disciplinas escolares, até os elevados graus que alcançou nas sociedades secretas que participou em todo o planeta. Vários de seus discípulos deram continuidade ao seu legado, criando ordens ao redor do mundo e estabelecendo um novo rumo dos pensadores contemporâneos, influenciando de forma significativa o universo ocultista e artístico desta época.

No Brasil, Raul Seixas e Paulo Coelho são frutos diretos do legado de Crowley. Entre outras, as músicas A Lei e Sociedade Alternativa (de autoria de ambos), não apenas mencionam, mas dissertam sobre os conceitos do mago inglês.

Edward A. Crowley incorporou vários pseudônimos criados por ele mesmo (incluindo Aleister, Mega Therion, 666, A Besta...), ou atribuídos pela imprensa, como: O Homem mais perverso do mundo. Teve uma vida polêmica que se opôs aos conceitos puritanos e retrógrados de sua sociedade. Morreu pobre e doente aos 72 anos, no dia 1º de dezembro de 1947 em Hastings, Inglaterra, vítima de bronquite e complicações cardíacas.


Liber Al vel Legis



Em Abril de 1904, Crowley e sua esposa Rose Kelly viajaram para o Egito. Neste período, Rose passou a entrar em transe repentinamente e declarar que a divindade egípcia Horus tentava comunicar-se com Crowley através dela.

Assim, o casal visitou o museu do Cairo e identificou a Estela da Libertação: um painel egípcio da 26º Dinastia onde um sacerdote oferece sacrifício ao deus Horus. Este fato foi uma revelação mística interpretada por Crowley. Dessa forma, ouvindo os ditos de Rose em estado meditativo, que falava em nome da divindade Aiwass, deu início ao trabalho que duraria três dias consecutivos, sempre entre as 12 e 13 horas, e se tornaria o Liber Al vel Legis (Líber Legis ou Livro da Lei), onde Thelema é citado como a palavra de ordem.

Durante 34 anos, Crowley estudou o significado do Liber Legis, publicando-o apenas em 1938. Este é o seu primeiro livro de princípios místicos. Possui uma linguagem simples mas interpretativa, onde é necessária muita aplicação para uma compreensão mínima. Além disso, o livro cita em suas entrelinhas algumas profecias e fatos ocorridos na história da humanidade.

Segundo o Livro da Lei, os deuses se revezam na condução dos destinos dos planetas por um período de 2000 anos. Cada um de seus três capítulos faz referência a uma era (Aeon) da evolução humana. O primeiro capítulo caracteriza o Aeon de Ísis: regido pelo arquétipo da divindade feminina. Quando o Universo é concebido como alimento direto da deusa.

O segundo capítulo está relacionado ao Aeon de Osíris, onde predomina o arquétipo do deus morto e o domínio das religiões patriarcais (talvez uma alusão ao Cristianismo). Neste período que se inicia aproximadamente em 500 a. C., a humanidade sofrerá as revoluções necessárias e inerentes à sua evolução: catástrofes, amor, morte e ressurreição.

O terceiro e último capítulo descreve o início do Aeon de Horus, filho de Isis e Osíris. Neste período que é inaugurado em 1904, cada ser se caracterizará como célula única da humanidade, e o desenvolvimento individual será essencial para a iluminação do coletivo. Este é o período do crescimento da criança (humanidade) através de suas próprias experiências. A Lei é a Vontade, que será revelada integralmente, e o Thelema se estabelecerá como a bússola da espiritualidade humana.

1 de outubro de 2011

Wicca

Também conhecida por Religião da Deusa e Antiga Religião, a Wicca é uma filosofia de origem pré-cristã baseada no princípio de criação feminino, nos ciclos da natureza, como as fases lunares e as quatro estações, revivendo o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos. Também inclui várias modalidades de magia e rituais que buscam a harmonização pessoal. 

Para seus adeptos, a Wicca é considerada uma religião. Devido a popularidade que atingiu nos últimos anos, várias hipóteses são criadas; desde sua origem até a forma como é praticada atualmente. Portanto, as definições são amplamente maleáveis e a Wicca torna-se um tema relativamente incerto.
O termo Wicca possui provavelmente duas origens. A primeira está ligada a palavra saxônica Witch, que significa dobrar, moldar ou girar. A segunda origem é relativa a raiz germânica da palavra Wit, que significa saber ou sabedoria. Portanto, deduze-se que Wicca pode significar moldar a sabedoria. É neste conceito que reside sua essência: moldar (adaptar e utilizar) o conhecimento universal em próprio benefício, sem prejudicar a ninguém. Porém, a palavra ainda carrega uma conotação negativa e errônea, sendo associada ao satanismo, magia destrutiva e cultos ou seitas opositoras ao cristianismo de um modo geral.

A Wicca e os Celtas

O conceito de Magia Wicca que se conhece atualmente, surgiu com os Celtas no período neolítico; nas regiões da Irlanda, Inglaterra e País de Gales, atingindo posteriormente a Itália e a França. Os Celtas surgiram por volta de 2 mil anos antes de Cristo e provavelmente tiveram origem entre os povos indo-europeus da Ásia. Apesar do povo celta ter se espalhado por terras tão distantes, seus costumes não se fragmentaram. Pois o idioma, a arte e a religião sedimentavam a base cultural.
A raiz filosófica-espiritual dos celtas era baseada no Druidismo, uma religião politeísta que reverenciava duas divindades principais: a Deusa Mãe (chamada de Ceridwen), que representa a criação e a fecundação onde todo o universo se originou; e seu filho, o Deus Cornífero (chamado de Cernunos), o pólo masculino que representa a fertilização. A única forma de alcançar as divindades era mantendo uma estreita relação com a natureza. Até mesmo o calendário era orientado através da natureza. Os celtas realizavam festivais ritualísticos celebrando suas divindades, praticavam a agricultura e a cura através das ervas.
Na organização social Celta, os Druidas eram os sacerdotes, guardiões das tradições, cultura e teologia. A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres. Mas a cultura era essencialmente matriarcal. A iniciação nos mistérios druídicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veículo de Magia incontrolável. Ao se espalhar pela Europa, os celtas levaram suas crenças nativas que se combinaram ao conjunto de crendices local, dando origem ao conceito primitivo da Wicca.

Pagãos & Cristãos

Paganismo é o termo usado para definir as religiões oriundas do período pré-cristão. Assim, as práticas pagãs se desenvolveram durante séculos. Até que em 330 d.C, o cristianismo passou a ser imposto aos povos de todo o mundo. As práticas pagãs foram consideradas heréticas e toda a religiosidade pré-cristã, bem como seus adeptos, tornaram-se alvos da intolerância católica.
A Igreja deturpou a real significação da crença pagã e a propagou como um culto demoníaco. Por exemplo, a imagem do demônio comum entre os cristãos, é um homem com chifres e patas de bode; muito semelhante à imagem do Deus Cornífero. Este é um forte indício de que a Igreja católica transformou a imagem de divindades anteriores ao cristianismo em símbolos maléficos. Assim, o sentido original assumiu um caráter negativista e destrutivo. Infelizmente, esta conotação se fortaleceu ao longo do tempo, e tudo que estivesse relacionado à bruxaria e Wicca, era visto como uma forma de anticristianismo. Este conceito errôneo foi se diluindo recentemente, à medida que estudos sérios e imparciais sobre as culturas pré-cristãs foram sendo divulgados.
Nesse período, certa de 5 milhões de mulheres foram queimadas, acusadas de bruxaria. Com isso a Igreja conseguiu conter o crescente poder que a imagem feminina estava adquirindo ao longo dos séculos, diante da chamada Deusa. Por conseqüência disso, foi gerada essa nossa sociedade masculinizada em quase todos os segmentos. Isso só veio a se alterar nos últimos anos, mesmo assim muito lentamente.

Wicca no Século XX

Um dos primeiros registros da utilização da palavra Wicca no século XX, ocorreu em 1921 quando foi publicado o livro The Witch Cult in Western Europe, da antropóloga Margaret Murray. Nesta obra, a autora relata os cultos pagãos do período pré-cristão que ainda eram cultivados em diversas partes da Europa. Em 1948, Robert Grave publicou The White Goddess. Após três anos, quando a última lei contra as práticas pagãs foi revogada, Gerald Gardner publicou o famoso Witchcraft Today. A consolidação da literatura wiccaniana ocorreu em 1979, com a publicação de Spiral Dance (com o título em português A Dança Cósmica das Feiticeiras) da autora Starhawk. Esta obra se tornou o livro sobre Wicca mais lido em todo o mundo. A partir daí, houve uma explosão de livros e artigos relacionados à práticas e crenças pagãs. Assim, a Wicca ganhou notoriedade na sociedade moderna ocidental, e ficou evidente que a bruxaria havia sido a crença religiosa predominante entre os antigos europeus; havia resistido a supressão e sobrevivido aos tempos modernos.
Atualmente, acredita-se que exista em torno de 12 milhões de neopagãos espalhados por todo o mundo. Sendo 250 mil nos Estados Unidos. Uma parte da população da Islândia é adepta do Asatru; uma variação da Wicca. Vários grupos se organizam e compõem um forte elo de divulgação por diversas partes do planeta. Assim, em todo mundo renasce a crença na Deusa e na Antiga Religião.

http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/crencas/wicca.htm

12 de abril de 2010

Vampirismo x Cristianismo: Algumas ironias

Como sempre digo e repito agora, não tenho nada contra religião nenhuma, cada um acredita no que bem entender… só proponho que tenham mente aberta mas continuem se quizerem com suas crenças… ou não…

Há muito tempo atrás, a igreja cristã começou a abrir as asas através da Europa, e os vampiros estavam estabelecidos como mitos.
Os vampiros eram criaturas que faziam parte supercição humana desda Grécia Antiga. As raízes dos Vampiros eram naturalmente Pagãs, e a fé estava espalhada pela Europa.
A relação estava formada entre os Vampiros e o Deus Ebreu, está formado a ciranda de história ironicas.
Ironia n°1 – O que eles procuram destruir, eles dão vida. A Igreja Cristã não tinha estabelecido uma estância para os Vampiros quando ela se separou em 1054. Contudo, a fé das igrejas Católicas resultaram – na Igreja Católica Romana no oeste europeu e a Igreja Ordotoxa no leste – que podem ser diretamente ligadas ao mito vampírico que continuava à penetrar no leste europeu.
Os Católicos Romanos acreditavam que os corpos dos seus santos não deteriorariam nas sepultura; instantaneamente, eles pernameceriam intactos e exalariam um doce odor. Contudo, a Igreja Ordotoxa achou mais difícil, inicialmente porque isso abalaria as raízes Pagãs, e ela via um cadáver que não tinha se deteriorado como um sinal do mau.
Por descuidos, ambas as igrejas não tinham formado uma estância para os Vampiros, e os colocaram como parte da fé Pagã, que era naturalmente antiquada e anti-cristã.
O Paganismo, estava longe de ser uma religião organizada, era um pouco mais que uma coleção de conhecimentos populares e mitologias desorganizadas; Ele era possuído por campones ativos que não tinham uma educação formal e por outros dos quais não passam de superstição.
Com o passar do tempo, a Igreja Católica Romana cresceu preocupada com a estabilização da mitologia Pagã que poderia conquistar a a fé dos novos católicos, na qual a Igreja estava usando para tentar se expandir. Como o esperado, ela começou uma invetigação sobre a mitologia vampírica.
A igreja, com a intenção de fazer a fé Pagã se espalhar, assim fazendo o fim do Paganismo (que era chamado de witchcraft), e o vampirísmos começou a ser ligado com Satan. E eles fizeram um decreto, do qual falava que corpos reanimados eram como demônios a mando de Satan. Como resultado, esses vampiros fugiriam de coisas divinas, como: crucifíxos, água benta e da ostia.
A grande ironia desse período foi como a Igreja fez para acabar com as mitologias Pagãs, mas foi o próprio decreto deles que concedeu uma validade histórica para os Vampiros. Então os Vampiros influenciaram os filmes e novelas um pouco antes do século 20, que ainda mostravam os Vampiros como criaturas satânicas, feitas e desamparadas quando confrontavam contra coisas do verdadeiro Deus Ebreu.
Ironia n° 2 – essa coisa má, melhor representada por homens santos e seus trabalhos. Com o andar do tempo, numerosas reportagens e tratamentos foram emitidos pela Igreja Católica. Elas foram feitas por volta de 1600 – 1800 D.C. que foi trabalho de bispos, sacerdotes, monges, etc.
Os Vampiros continuaram se espalhando através da Europa, que estava completa de caçadores de Bruxas e Vampiros, missas de exumações e vários corpos que eram queimados ou tendo estacas enterradas em seus corações como tentativa de livrar seus vilarejos de Vampiros. E isso se tornou uma área de constantes estudos feitos pela Igreja.
The Malleus Maleficarim, publicado pela Igreja em 1486, foi o guia para os descobridores e irradicadores de bruxas. E ele também falava do vampirismo e sua ligação com Satan, que fazia parte das criaturas maléficas. Em meados de 1600, esse tratado começou a ser usado como “Bíblia” dos caçadores de bruxas e vampiros que cruzavam a Europa. O tratado também incluia um pouco da visão vampírica. Dom Augustin Calmet (1672-1757) foi um monge da ordem de Benedito. Seu trabalho, Treatise on The Appearance of Spirits and on Vampires (Tratado de aparência de Espíritos e Vampiros), tentou separar os Vampiros da ligação com as forças satanicas e demoniacas. Eles descreveu que os Vampiros eram simplesmente corpos mortos dos quais ressucitaram, e os proclamaram superstição. Por causa disso ele estava sobre presão de radicais, que o fizeram retirar suas declarações. Seu trabalho ainda estava em circulação em uma Era quando a história estava com muitos caçadores de bruxas e Vampiros, a Idade Média.
Depois da histeria da praga-enigmática (peste negra) que havia acabado na Idade Média, importantes pesquisas foram conduzidas dentro da mitologia vampírica. Provavelmente o melhor crônico de historias vampíricas em eras passadas foi o lendário Montague Summers.
Ele foi decretado bispo da Igreja Anglicana em 1908, mas depois ele deixou a Igreja Anglicana em favor da Igreja Católica Romana. Ele conduziu numerosos estudos sobre coisas sobrenaturais. Suas duas melhores obras conhecidas e publicadas foram, The Vampire: His Kith and Kin e The Vampire in Europe são temas de pesquisas sobre vampiros.
Ironia n° 3 – O que eles procuravam destruir, eles deram força; a Besta os habita hoje, o Vampiro está vivo, não mais do que qualquer tempo no passado. Góticos vestidos de preto que rodam as ruas e bares, leitores e videomaníacos ficam emocionados com a pesença de uma Besta com caninos “sobrenaturais”. A Besta os habita, e virá a tona por muitos e muitos anos. Os nomes dessas pesquisas Cristãs são dedicadas para fãs de Vampiros como Drácula, Lestat, e outros.

fonte: http://raizesmisticas.blogs.sapo.pt/867.html