22 de outubro de 2011

O Renascimento do Horror Gótico

No final dos anos 1950 e durante toda a década seguinte, o cinema de horror foi atraído para diversas direções, entre elas a evolução do novo cinema gótico, representado principalmente pela britânica Hammer Films e a americana A.I.P. (destacando-se o ciclo de filmes de Roger Corman adaptados da obra de Edgar Allan Poe).
Pequena companhia, a Hammer conheceu o sucesso comercial com algumas produções de ficção científica bem acima da média do que se fazia no período. Graças ao sucesso de Terror que Mata (The Quatermass Xperiment/1955) a Hammer direcionou a sua produção para os filmes de terror, revitalizando nas telas os velhos monstros da Universal, iniciando com A Maldição de Frankenstein (The Curse of Frankenstein - 1957) e O Vampiro da Noite (Dracula - 1958). A diferença, porém, é que o horror antes sugerido ficou mais explícito, com a abundância do vermelho technicolor do sangue.
É interessante perceber em como, em tão pouco tempo, o gênero se modificou – resultado claro de uma nova forma de abordagem por parte de novos diretores, assim como de segmentos da indústria e as novas tendências do público. O fato é que após sua estréia triunfal no final dos anos 50, inaugurando o filão do horror britânico nas telas, a Hammer atravessou as décadas seguintes em processo de morte lenta.
A Hammer fez escola à partir de sua revisão dos monstros da Universal. Sua Maldição de Frankenstein possui todos os elementos já conhecidos da história. O problema é que até hoje, nenhum filme sobre a criatura conseguiu se aproximar da obra de James Whale, com sua fotografia em branco e preto, cenografia de influência expressionista e um monstro que passou a fazer parte do imaginário coletivo. A Maldição de Frankenstein, sucesso de público na Inglaterra e EUA, após ser distribuído pela Warner, já mostrava as sementes do que se tornaria uma estética: mais dinamismo, violência explícita, mulheres insinuantes e erotismo, além de sets reproduzindo com material barato as aldeias e vilas da Europa Central do século XIX, com castelos, carruagens e tavernas. A diferença mais marcante no Frankenstein da Hammer foi a inversão de enfoque, priorizando o cientista e deixando a criatura em segundo plano.
O Vampiro da Noite, feito em seguida, é superior ao Drácula de Tod Browning. E Christopher Lee, seu intérprete, mais aterrador e sensual do que poderia sugerir a inexpressiva figura de Bela Lugosi, com seus gestos teatrais. O Vampiro da Noite foi a consolidação financeira e de público da Hammer. Diferente do filme de Browning, o enfoque é carregado de sexualidade. O Drácula de Lee encarna a própria maldade e perversão, ostentando lascivo grandes presas pontudas. Suas vítimas femininas, vestidas em corpetes decotados que deixavam os seios quase a mostra, morrem ofegantes, com erótico entusiasmo durante a mordida fatal, numa personificação de eros e thanatos: o orgasmo na hora da morte, tema que se tornaria recorrente nos filmes de horror.
Por outro lado, nos Estados Unidos, a A.I.P. (American International Pictures) iniciava os dias do drama de horror gótico, orquestrado pelo, mais tarde conhecido, "rei dos filmes B" Roger Corman. Produtora especializada no filão exploitation, acompanhava as tendências do mercado, produzindo filmes baratos que exploravam os assuntos em voga, em geral destinados ao público jovem, como delinquência juvenil e conflitos de gangues. Portanto não é de estranhar o seu direcionamento para o horror, já na década de 50 com os citados filmes B de monstros e insetos. Isso somado à concorrência de outros produtores de filmes exploitation que cada vez mais disputavam fatias de seu mercado e a óbvia influência do sucesso dos filmes da Hammer.
Graças a Corman, os monstros deram lugar a indivíduos neuróticos e torturados, vagando melancólicos e amargurados por mansões lúgubres que guardavam aterrorizantes segredos. O horror deixa de ser palpável e previsível, tornando-se uma força ancestral de dimensões cósmicas. Rejeitando em parte o maniqueísmo presente na maioria dos filmes de horror, inclusive nos da concorrente britânica, ou seja, a eterna luta entre o bem e o mal, em que o primeiro invariavelmente vence, Corman buscou em Freud uma base psicológica para seus personagens. O bem e o mal não eram mais tão distintos assim, apesar dos filmes sempre caminharem para a redenção ou purgação. Não foi por acaso, portanto, que a base desse ciclo de oito filmes que dirigiu entre 1960 e 1964 e caracterizou o gótico americano nas telas foi adaptado da obra do escritor Edgar Allan Poe – e posteriormente H.P. Lovecraft, seu principal intérprete Vincent Price e as cores predominantes (em oposição aos vibrantes vermelhos da Hammer) os azuis e verdes Pathecolor, ressaltando o ambiente mórbido e decadente daquelas produções. O sexo se insinua, ganhando novos significados. Não mais o enlace fatal, em que a vítima sucumbe em um ritual de prazer ao seu algoz, mas ao sexo além da morte, do culto à necrofilia e da paixão eterna que corrói e volta como um espectro assustador.
Sendo assim não poderia ter sido mais coerente a escolha de Poe, com sua concepção de um horror que nos rodeia e também está dentro nós mesmos, carregado de perversão, morbidez e degenerescência. Concepção que está presente em Solar Maldito (House of Usher, 1960), o primeiro filme do ciclo, em que um irmão, sua irmã gêmea e o antigo casarão que habitam compartilham uma única alma e encontram uma dissolução comum na mesma hora.
A A.I.P. também foi responsável pela distribuição do filme que podemos considerar, mais do que um ponto alto do terror gótico dos anos 60, um marco do cinema de horror. Black Sunday (La Maschera del Demônio - 1960) o melhor trabalho do diretor italiano Mario Bava e um dos mais atmosféricos e assustadores filmes já feitos.
Black Sunday possui todos os elementos que, a grosso modo, caracterizam um filme como gótico: o castelo lúgubre com suas alas abandonadas ou em ruínas, corredores úmidos, catacumbas, lendas tenebrosas e maldições ancestrais. Além de vilões perversos, da jovem inocente vítima maior dos horrores e o herói – na verdade o representante do bem que vai lutar contra as forças do mal desencadeadas.
Extraído de http://cinemapoeira.blogspot.com

A Música Medieval

Poucas vezes o Homem teve a sua existência tão marcada pela espiritualidade quanto na Idade Média, e poucas vezes foi tão feliz ao tentar imprimir na arte os sinais do invisível. Para os historiadores, não é tarefa fácil tentar determinar o período de início e fim da Idade Média, mas as propostas mais aceitas situam essa era da História entre a queda da Civilização Romana no século V, e o século XV, do Renascimento Humanista. Se aceitarmos essa hipótese, poderíamos dizer que a música medieval, em tese, acompanha essa cronologia e que foi produzida por praticamente mil anos.

o Canto Gregoriano

A unificação da música litúrgica concebida por São Gregório tornou-se conhecida como Canto Gregoriano. Embora sucessivas pesquisas tenham alterado pouco à pouco a interpretação dos neumas (meios de notação musical e avaliação rítmica usados do século IX ao XII), há áreas em que as diferenças entre os investigadores se mantêm até os nossos dias.

O processo de unificação, e sobretudo, de implantação, foi progressivo e lento, dando lugar a diversas exceções em que foram reconhecidas liturgias não gregorianas. É o caso do Canto Visigótico, que passou a ser conhecido por Canto Moçárabe; termo anacrônico, anterior à invasão da península espanhola pelos árabes que se conservou até 1071, quando foi abolido por Gregório VII. Nos fins do século XI, esta modalidade só era praticada em poucas Igrejas, mas foi recuperado pelo Cardeal Cisneros, que fundou a capela moçárabe da Catedral de Toledo (Espanha) e editou o Missale e o Breviarium, cantos moçárabes em 1500 e 1502, respectivamente.

Ao regulamentar o canto litúrgico cristão, mantém-se o princípio da homofonia, ao qual se acrescenta a ausência de acompanhamento instru-mental. É destas características que vem o nome de Canto Chão, (do latim, Cantus Planus) utilizado pela primeira vez como sinônimo de canto gregoriano por Jerônimo de Moravia, por volta de 1250. Porém, o termo não é muito adequado para denominar o canto religioso dos séculos XVII e XVIII.

O sistema musical do Canto Gregoriano baseia-se no sistema chamado Modal, embora tenha sofrido adaptações sob a forma estabelecida pelos gregos. A primeira diferença é a do sentido, descendente para os gregos e ascendentes no gregoriano. Nas duas formas, coincidem no número, oito, em sua origem. Nestes casos, os ímpares se conhecem como autênticos e os pares como Plagales, por derivarem dos primeiros. Juntaram-se, no século XVI, os modos maiores e menores da música posterior, bem como os respectivos plagales. Assim se chegou aos doze modos, chamados: dórico, hipodórico, frígio, hipofrígio, lídio, hipolídio, mixolídio, hipomixolídio, jónico, hipojónico, eólico e hipoeólico. O fato de ter utilizado, para os oito primeiros, as denominações gregas foi a causa de que se generalizara a idéia da sua correspondência com os modos gregos.

Mantinha-se a homofonia e o ritmo era baseado na pronúncia silábica. Introduziram-se as mudanças com as quais a nota podia corresponder a uma sílaba ou a um conjunto de sílabas, surgindo a vocalização. Foram-se acumulando este e outros "desvios" com o decorrer dos séculos até ao Motu Proprio do Papa Pio X, no princípio deste século que implicou uma revisão e reconsideração de todo o corpo gregoriano, libertando-o de todas as "impurezas" acumuladas pelo tempo.

Por volta do século IX surgiu a Pauta Musical. O monge italiano Guido d'Arezzo (995 - 1050), sugeriu o uso de uma pauta de quatro linhas. O sistema é usado até hoje no canto gregoriano. A utilização do sistema silábico de dar às notas deve-se também ao monge Guido d'Arezzo e encontra-se num hino ao padroeiro dos músicos, São João Batista:

Ut queant laxit Ut queant laxit

Ressonare fibris

Mira gestorum Mira gestorum

Famuli tuorum

Solvi polluti Solvi polluti

Labii reatum

Sancte loannes

Para adequar a sílaba com a pronúncia, o Ut foi substituído pelo Do.

Halloween

Origem e tradição


Na Irlanda do século V (a.C), o dia 31 de outubro fazia parte de um conjunto de quatro datas comemorativas do calendário celta que marcava a transição das estações, o período de plantação e colheita, e o ciclo vital da Terra. A primeira data era celebrada no dia 2 de Fevereiro (conhecido como O Dia da Marmota), em honra a deusa da cura Brigith. No mês de maio celebrava-se o Beltane, considerado o dia que iniciava a temporada de semear. Nesta data realizavam-se rituais de fertilidade e prosperidade para incentivar o crescimento da lavoura. A terceira data ocorria em agosto: a festa da colheita em reverência ao deus sol Lugh. Finalmente, no dia 31 de outubro celebrava-se um feriado denominado Samhaim, que marcava o final do ano celta em honra ao deus pagão Samhan (Senhor dos Mortos), também o fim do verão e início do inverno.

A expressão Halloween tem origem na contração errônea da expressão inglesa All Hallows Eve (que significa Dia de Todos os Santos). Esta data foi instituída pelo Papa Bonifácio IV, e era celebrada no dia 13 de maio. Porém, em 835 o Papa Gregório III alterou o Dia de Todos os Santos para o primeiro dia de novembro. Sua intenção era unir as crenças cristãs e pagãs, aproximando as datas comemorativas. Outro objetivo do Papa era apaziguar os conflitos entre esses povos no noroeste europeu. Assim, os cristãos celebravam o dia dos santos falecidos no dia posterior ao rito pagão do Senhor dos Mortos. Desta forma, a expressão Halloween tornou-se sinônimo da celebração pagã de 31 de outubro.
O Samhaim é cercado de mitos e crenças que influenciavam a cultura dos povos europeus desde o período pré-cristão. Nesta data, os Druidas (sacerdotes celtas) reuniam-se e realizavam rituais dançando em torno de uma fogueira e oferecendo o sacrifício de animais. O caldeirão também era utilizado simbolizando o útero, e a abundância da Deusa Mãe.
Neste dia, acreditava-se que todas as relações de tempo e espaço ficavam suspensas, pois o 31 de outubro não pertencia ao ano velho, tampouco ao novo ano que se iniciava. Desta forma, os espíritos desencarnados podiam retornar ao mundo dos vivos e se apossarem dos corpos. Para evitar esta aproximação, era comum apagar todas as tochas e fogueiras das aldeias, de modo que o ambiente ficasse escuro, frio e hostil. Os habitantes vestiam-se com trajes fantasmagóricos e vagavam pelas ruelas em desfiles barulhentos, a fim de amedrontar e espantar os espíritos que procuravam corpos a serem possuídos.
Outro costume da tradição celta, constituía em oferecer alimentos aos espíritos malignos para que estes não interferissem negativamente em suas vidas. Com o passar do tempo esta prática foi modificada, e os alimentos eram dados aos mendigos. Em troca, eles oravam pelas almas dos entes mortos dos aldeões. Na Irlanda, eram organizadas procissões para angariar oferendas dos agricultores. Aqueles que se recusassem, teriam suas colheitas amaldiçoadas pelos espíritos; uma chantagem que originou o Trick or Treat (travessuras ou doces). Quando este costume foi levado pelos imigrantes irlandeses para a Nova Inglaterra (Estados Unidos), as principais travessuras baseavam-se em escrever nos muros das casas e retirar a tranca dos portões.
A partir do século IX, os cristãos europeus adotaram uma prática semelhante denominada Souling. Naquela época, acreditava-se que as almas dos mortos permaneciam um período no limbo, e só alcançariam o reino divino através de muitas orações. Assim, no dia 2 de novembro os cristãos perambulavam pelas vilas oferecendo orações pelas almas dos mortos. Em troca, os familiares davam tortas de pão com groselha chamadas Soul Cakes. Além dos cristãos, os romanos também absorveram influências da religiosidade celta. Mas à medida que a idéia das possessões foi perdendo espaço, o conceito que envolvia a crença foi transformado em uma tradição folclórica.
Atualmente, o Halloween é um evento essencialmente comercial inserido em vários países. Mesmo tendo origem na Europa, sua popularização deve-se principalmente a influência da cultura norte-americana em todo mundo. Em termos mercantis, é uma das datas mais lucrativas, onde existe um crescimento considerável nas vendas de fantasias, máscaras e outros artigos relacionados.


Abóboras, gatos e fogueiras


A mais famosa referência do Halloween é a abóbora oca, com orifícios cavados e aparência demoníaca, denominada Jack-o-Lantern. Sua origem está presente no folclore irlandês. Segundo a lenda, um homem chamado Jack, notório beberrão e trapaceiro, esculpiu uma cruz no tronco de uma árvore, prendendo o diabo em cima dela. Assim, Jack firmou um trato com o Diabo: se ele nunca o atormentasse, Jack apagaria a cruz do tronco e o deixaria descer da árvore.
Depois que Jack morreu, sua entrada no Céu foi recusada devido ao seu pacto com o Diabo. No inferno, também não foi aceito devido suas trapaças. Porém, o Diabo concedeu a Jack uma única vela para iluminar seus caminhos. Sua chama teria que ser preservada eternamente, então Jack a colocou dentro de um nabo oco, e esculpiu alguns furos para dar passagem à luz emitida pela chama.
Portanto, originalmente as Lanternas de Jack eram feitas com nabos. Mas quando os imigrantes irlandeses aportaram nos Estados Unidos em 1840, encontraram as abóboras que são muito mais adequadas. Desta forma, a abóbora tornou-se o principal símbolo contemporâneo do Halloween.
Os outros símbolos também tiveram origem na tradição celta, principalmente nas crenças dos sacerdotes druidas. Por exemplo, o período da lua cheia era considerado favorável para a realização de determinados rituais.
Para os druidas o gato era um animal místico. Acreditava-se que as feiticeiras maléficas poderiam transferir a alma para seus corpos. Assim, muitos felinos eram sacrificados quando havia a suspeita de serem "feiticeiras camufladas". Os seres humanos que praticavam perversidades eram transformados em gatos como meio de punição, segundo esta crença.
O morcego também adquiriu a reputação de possuir forças ocultas, por sua habilidade de perseguir suas presas no escuro. O mamífero também mantinha as características dos pássaros (no ocultismo, símbolo da alma) e dos demônios (por ser noturno). Na Idade Média, acreditava-se que demônios transformavam-se em morcegos.
Máscaras e fantasias eram utilizadas para afugentar entidades malfeitoras. Além de alterar a personalidade do usuário, possuíam a propriedade de conectá-lo aos mundos espirituais. As cores mais comuns no Halloween são o laranja e preto. Elas estavam associadas à missas em favor dos mortos celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham cor alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.
Nas celebrações do Samhain, os druidas construíam grandes fogueiras denominadas Bonfire (ou Bonefire, Fogo de Ossos), e queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Eles acreditavam prever o futuro através do fogo observando a posição dos corpos em chama.

1 de outubro de 2011

A Historia do Círculo Strigoi

Olá crianças da noite, estou aqui para pedir desculpas pelo atraso nas postagens e também quero dizer que vim com toda potencia, através de alguns textos que encontraram com as atualizações postadas poderão ver vários tipos de assuntos, porém nem um fora do contexto cujo o blog abrange, desde já agradeço a todos que me seguem e aos que estão entrando agora neste fantástico mundo, espero que gostem meus caros, já de inicio estou abordando o famoso Círculo Strigoi, cujo quem iniciou tudo isto aqui no Brasil foi o adorável amigo Lord A, esta primeira postagem estou dedicando a ele, mais também dedico a vocês crianças da noite, os outros Posts estarão centralizados ainda na sub-cultura Gótica e Ocultista.

Por: Lord Alucard

http://www.vampyrismo.org/officinavampyrica/historia.html

Iniciamos publicamente nossoas atividades em março do ano de 2006, com o trabalho pioneiro, audacioso e autônomo do nosso Patriarca-Fundador Lord A:. e em outubro do mesmo ano firmamos nossa existência sob a alcunha pública de Officina Vampyrica e o nome velado de "Circulo Strigoi" - existe um terceiro nome que não é revelado publicamente e permanece acessível apenas aos membros internos. Naquele mesmo final de ano estabelecemos os primeiros cursos-livres e os primeiros encontros do treinamento para aspirantes ao nosso circulo interno, no antigo espaço esotérico Sabedoria Mística, lá nas proximidades do bairro de Santana em São Paulo.Foi um período muito especial e com histórias inesquecíveis, ainda recordadas em nossos encontros dos integrantes sêniors.

Durante os primeiros meses do ano de 2007 realizamos nossos ritos sazonais e encontros nos arredores de São Paulo em espaço velado contactado por uma de nossas integrantes.

Na segunda metade do ano, iniciamos uma turma semanal na Universidade Holística Casa de Bruxa em Santo André.E também realizamos nossas primeiras incursões e participações em conferências relativas ao Neopaganismo e também ao meio holístico - estivemos em várias edições da C.W.E.D organizada por Claudiney Prieto e tradição Nemorensis e também nos Encontros de Bruxas e Magos de Paranapiacaba de Tânia Gori e Casa de Bruxa - sempre conduzindo atividades com temas atraentes e de cunho fronteiriço com outras linhagens tais como a bruxaria, druidismo, xamanismo e sagrado feminino.

No ano de 2008 firmamos presença em solo acolhedor, que nos recebeu e desde então o batizamos sob a alcunha de "Templo de Afrodísia" e firmamos nossos encontros quinzenais e mensais nesta "terra-mater" e nutriz(sua localização na cidade de São Paulo permanece velada, apenas aos participantes dos encontros).No transcorrer deste mesmo ano mantivemos nossa representatividade em diversos espaços culturais e holísticos com palestras e novas turmas para formação em nosso circulo, entre eles estivemos na Cirandda da Lua (espaço de desenvolvimento humano), Templo de Bruxas, Viver Alternativo, Espaço Faces da Lua (Caieras) e muitos outros.Além disso, realizarmos nossos primeiros rituais coletivos em espaço aberto (em chácaras reservadas e alugadas) e estabelecemos muitas parcerias duradouras.

Já no ano de 2009 além da formação das novas turmas, palestras sobre temas específicos, realizamos diversas conferências online, encontros abertos a comunidade versando sobre temas introdutórios e de interesse vampyrico e vampyrico.Foi uma ano de grande reconhecimento que contou com uma palestra no auditório da Livraria Cultura ao lado do jornalista Sérgio Pereira Couto (autor de Sociedades Secretas);Nas proximidades do Strighezzo dos Ídos, revolucionamos uma vez mais e iniciamos o ciclo Introdução ao Vampyrismo que oferecia a possibilidade de conhecer, vivenciar e ser apresentado ao repertório da Cosmovisão Vampyrica em uma órbita mais branda.

Em 2010 escolhemos tornar público nosso nome velado de Circulo Strigoi, pois os objetivos iniciais de Officina Vampyrica em formar um núcleo interno com integrantes sêniors, uma roda do ano própria e sintonizada com o ecossistema local e um repertório e ferramentaria de práticas já haviam sido elaborados com bastante êxito.Chegamos em um ponto de desenvolvimento que deixamos o que pessoas externas ao meio considerariam somente um conjunto de "cursos" frequentado por "Vamps" e Simpatizantes que os apreciavam e nos tornamos algo mais amplo (ainda coerente e conecto com nossoas propostas e identidade):Somos um Circulo de Vampyras, Vampyros e Simpatizantes com sua própria trilha, fundamentada e estabelecida baseada na prática constante e coerente com o ecossistema e as especificidades da cultura latina.

Ainda em junho de 2010 nosso líder e fundador Círculo Strigoi, Lord A:., completou cinco anos de envolvimento formal, aprendizado, parceria e irmandade com a primeira dinastia Vampyrica mundial a House Sahjaza e foi nomeado como Elder de Temple Sahjaza e ainda Elder da linhagem Sahjaza-Brazil, titulos que vêm a serem reconhecido pela Matriarca e o Alto Conselho da House/Temple Sahjaza e conferem como sua descêndencia e continuidade Brasileira.Deste modo, cada integrante do Círculo Strigoi, que mantenha uma conduta valorosa, digna e ilibada, no começo de sua quarta roda do ano pode solicitar sua ordália para aprovação como descendente desta linhagem transregional e saborear de todos os seus benefícios.

Iniciamos o ano de 2011 estreando nosso novo site oficial, após um hiato de uma roda-do-ano de representação formal de nossos conteúdos, hospedados no www.vampyrismo.org. E na eminência de celebraremos nosso quinto Strighezzo de Bast;Durante este ano ainda haverá a nomeação da Primeira Elder/Calmae e sucessora reconhecida de nossa liderança do Círculo Strigoi, ela que desde o ano de 2007 demonstrou valor inabalável, honrosa e venerável conduta para com nossa comunidade, seus integrantes e para o Hallo Antares.Ela é reconhecida pelo nome noturno e o título de Madame Russalka Artibeus e se ocupa do sacerdócio e guarda do Totem dos Felinos de nosso Hallo.Para o mês de maio, preparamos a entrada dos nossos neófitos para o periodo de escuderia do Círculo Strigoi.Sendo assim, que venha 2011...

Desde nosso estabelecimento, o Officina Vampyrica/Circulo Strigoi se posiciona como uma potência autônoma, independente, pioneira e soberana reconhecida pelas próprias conquistas, tempo de existência initerrupto, influência cultural e trabalho sério em território nacional e em países latinos da América do Sul, Portugal e Espanha.Tal escudo e estandarte se deve ao nosso "Sangue" abençoado pelas Deusas e Deuses, nossa inspiração, expressão e atitude que inspiram, reforçam e nos mantêm unidos a todos nossos integrantes - nosso verdadeiro tesouro oculto - na longa cavalgada noturna, até o final de nossas-noites-sobre-a-terra.Que esperamos que demore bastante...

No exterior contamos com o reconhecimento de importantes meios-sociais da Subcultura Vampyrica - e da primeira sociedade vamp norte-americana da história, fundada nos anos de 1970, atualmente conhecida como House Sahjaza, que assim iniciou o que hoje denominamos como a vertente da Cosmovisão Vampyrica no hemisfério norte. Nós aqui no Circulo Strigoi temos o valor, a gratidão e o forte pulsar no coração de sabermos que assim iniciamos a todo este ciclo vampyrico no hemisfério sul.Este é o começo e nossa contribuição para a incessante espiral da "Vida", da qual somos apenas máscaras, semeamos esta frondosa árvore, mas não viveremos para descansar a sua sombra...Que aqueles que vierem durante nossa existência ou depois, possam sentirem e aprenderem com as trilhas que desbravamos e amplia-las até o fim-de-suas-noites.

Os Templários

"Non nobis, Domine, non nobis, sed Nomini Tuo ad Gloriam"
("Não para nós, Senhor, não para nós, mas para Glória de Teu Nome")
(Salmo de David e Lema dos Templários)

As Cruzadas

No ano 1071 os turcos mulçumanos tomaram Jerusalém. Na Europa, a Igreja Católica organizou expedições militares em direção à Terra Santa, com o objetivo oficial de reconquistar os territórios sagrados de sua religião. Essas expedições foram denominadas Cruzadas, pelo fato de que seus peregrinos usavam uma cruz nas vestimentas e bandeiras.
Com a decadência do sistema feudal europeu, tornar-se um cruzado e partir para o Oriente em busca de terras e riquezas era uma alternativa considerável. Assim, a maior parte dos soldados cruzados era composta por camponeses e mendigos. Isso sugere que havia motivos comerciais e políticos camuflados sob o objetivo religioso. Além disso, os mulçumanos não se opunham a peregrinação cristã até Jerusalém. Havia apenas pequenos conflitos entre estes grupos distintos. Os cristãos solicitaram ao Papa Urbano II que os ajudasse nessas batalhas. O Papa percebeu neste pedido um pretexto para ampliar os domínios e a riqueza da Igreja. Assim, organizou e enviou o primeiro contingente cruzado.
A primeira Cruzada partiu em novembro de 1097 e contou com um apoio intenso da população. Em 1212 promoveu-se até mesmo a Cruzada das Crianças. Num momento de declínio do exército cristão em terras orientais, milhares de meninos foram levados na convicção de que a providência Divina daria a eles o que grandes e poderosos esquadrões não foram capazes de obter. A maioria dos garotos morreu doente ou em naufrágios durante a viagem. Os poucos que chegaram ao destino foram mortos ou escravizados pelos mulçumanos. Ao todo, foram organizadas oito Cruzadas até 1270, quando os cristãos viram-se obrigados a deixarem a Palestina e outros territórios conquistados.
Os combates entre cristãos e mulçumanos são considerados por alguns pesquisadores como a primeira Guerra Mundial, pois atingiu a Europa, Ásia e África. Nesse período, várias Ordens foram fundadas para garantir a peregrinação cristã e a posse das terras: Joaninos, Pobres Cavaleiros de Cristo, Teutônica, Porta-Espada entre outras.


A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo

No ano 1118, Jerusalém já era um território cristão. Assim, nove monges veteranos da primeira Cruzada, entre eles Hugh de Payen e Gogofredo de Saint Omer, dirigiram-se ao rei de Jerusalém Balduíno I e anunciaram a intenção de fundar uma ordem de monges guerreiros. Dentro de suas possibilidades, se encarregariam da segurança dos peregrinos que transitavam entre a Europa e os territórios cristãos do Oriente. Os membros fizeram votos de pobreza pessoal, obediência e castidade.
Os denominados Pobres Cavaleiros de Cristo se instalaram numa parte do palácio que foi cedida por Balduíno, um local que outrora foi o Templo de Salomão. Por isso ficaram conhecidos como Cavaleiros do Templo, ou Cavaleiros Templários. Apenas em 1127 no Concílio de Troyes, o Papa Honório II outorgou a condição de Ordem, concedendo um hábito branco com uma cruz vermelha no peito. O símbolo era um cavalo montado por dois soldados, numa alusão a pobreza.
A Ordem desenvolveu uma estrutura básica e se organizou numa hierarquia composta de sacerdotes até soldados. A esta altura, constituída não apenas por religiosos mas principalmente por burgueses, os Templários se sustentavam através de uma imensa fortuna que provinha de doações dos reinados.
Durante um período de quase dois séculos, a Ordem foi a maior organização Militar-Religiosa do mundo. Suas atividades já não estavam restritas aos objetivos iniciais. Os soldados templários recebiam treinamento bélico; combatiam ao lado dos cruzados na Terra Santa; conquistavam terras; administravam povoados; extraíam minérios; construíam castelos, catedrais, moinhos, alojamentos e oficinas; fiscalizavam o cumprimento das leis e intervinham na política européia. Além de aprimorarem o conhecimento em medicina, astronomia e matemática. Houve até mesmo a criação de um sistema semelhante ao dos bancos monetários atuais. Ao iniciar a viagem para a Terra Santa, o peregrino trocava seu dinheiro por uma carta de crédito nominal que lhe era restituída em qualquer posto templário. Assim, seus bens estavam seguros da ação de saqueadores. O poder dos Templários tornou-se maior que a Monarquia e a Igreja.
As seguidas derrotas das Cruzadas no século XIII, comprometeram a atividade principal dos Templários, e a existência de uma Ordem Militar com tais objetivos já não era necessária. Neste mesmo período, o Rei Felipe IV - O Belo - comandava a França. Diferente da maioria dos monarcas que eram subalternos à Igreja, Felipe se engajava em campanhas aliadas ao Clérigo, em troca de benefícios políticos.
Felipe IV devia terras e imensas somas em dinheiro aos Templários. Assim, propôs ao arcebispo Beltrão de Got uma troca de favores. O monarca usaria sua influência para que o religioso se tornasse Papa. Por sua vez, Beltrão de Got se comprometeria a exterminar a Ordem dos Templários assim que alcançasse o papado. Apenas um Papa possuía poder político para fazê-lo. No ano de 1305, Beltrão de Got sobe ao Trono de São Pedro como o Papa Clemente V.
Neste momento tinha início as acusações contra os cavaleiros e a implacável perseguição em toda a Europa. O processo inquisitório contra os Templários se estendeu por vários anos sob torturas e acusações diversas, como heresia, idolatria, homossexualismo e conspiração com infiéis. Os condenados eram levados à fogueira da Inquisição. Na França, o último Grão-Mestre da Ordem, Jacques de Molay, e outros 5 mil cavaleiros foram encarcerados pelos soldados do Rei Felipe. Na Grã-bretanha, a Ordem foi dissolvida pelo Rei Eduardo II. Na Alemanha e Suíça, os Cavaleiros foram declarados inocentes mas a Ordem também foi suprimida.
Finalmente, em 18 de março de 1314, Jacques de Molay foi levado à fogueira da Santa Inquisição às margens do Rio Sena, em Paris. Há uma lenda, que agonizante em meio às chamas, o líder dos Templários amaldiçoou o Papa Clemente V e o Rei Felipe, dizendo que se os Templários tivessem sido injustamente condenados, o Papa morreria em no máximo 40 dias e o Rei dentro de um ano. O Papa morreu 33 dias após a execução de Molay e o Rei em pouco mais de 6 meses.
Em toda a Europa, a Ordem dos Templários foi oficialmente extinta. Seus bens, o imenso contingente do exército e sua estrutura foram diluídos em outras Ordens menos expressivas. Atualmente, a Ordem Rosa Cruz e a Maçonaria se consideram ascendentes diretas dos Cavaleiros Templários.


Mistérios Templários

Durante uma jornada que se estendeu por quase dois séculos e se consagrou com um alto nível de poder e popularidade, foi gerada uma série de lendas que se confundem com fatos em torno dos Templários. Realmente, é provável que tenham desenvolvido uma filosofia influenciada pela sabedoria oriental. Mas não chegava a ser uma heresia. Soma-se a isso às acusações apresentadas no período da queda da Ordem e encontra-se uma imensidão de hipóteses interessantes: desde adoração ao demônio até a influência arquitetônica.
Até mesmo os objetivos originais da Ordem dos Templários são alvos das possibilidades. Segundo especulações, sua fundação teria sido articulada por Bernardo de Claraval (São Bernardo) para buscar a Arca da Aliança e as Tábuas das Leis Divinas no Templo de Salomão. A partir do momento que foram encontradas, os Templários se desenvolveram em todos os aspectos. O Santo Graal seria apenas uma metáfora para se referir a esses tesouros. 

O mito da heresia surgiu através das acusações que dissolveram a Ordem em toda a Europa. Sob tortura, os cavaleiros declaravam que cuspiam e andavam sobre a cruz, trocavam beijos obscenos no umbigo e nas nádegas (nesta época, beijo na boca entre homens era aceitável), negavam a divindade de Cristo e ainda idolatravam uma imagem demoníaca denominada Baphomet. Porém, após as sessões de tortura e a irrevogável condenação, os Cavaleiros negavam as confissões assinadas. Havia poucas evidências de que os Templários se desviaram dos conceitos básicos da Igreja Católica daquela época.
Na Grã-bretanha, Robert Bruce buscava a independência da Escócia e articulava uma batalha contra o exército do Rei Eduardo II. As tropas de Eduardo possuíam armas e um contingente muito superior ao inimigo. Mesmo assim os rebeldes escoceses combateram o exército real. Acredita-se que um grupo de cavaleiros Templários, altamente treinado, teria se refugiado na Escócia e lutado ao lado de Bruce.
Provavelmente, em 1250 os Templários já haviam estado na América. Devido ao seu grande crescimento econômico através de matéria-prima e minérios como ouro e prata, escassos na Europa, supõe-se que parte de sua riqueza já havia sido extraída do continente americano. O fato de ser uma Ordem Secreta, onde os segredos só eram transmitidos entre seus membros à medida que eram promovidos, explica a ausência de registros históricos dessas navegações. Há mapas incluindo o Brasil desde 1389.
Após a extinção da Ordem, os Templários portugueses passaram a se chamar Ordem de Cristo e mudaram sua bandeira. As naus que aportaram no Brasil traziam a bandeira desta nova Ordem. Pedro Álvares Cabral seria não apenas um navegador, mas um dos altos comandantes da Ordem de Cristo, que fez uso dos mapas e cartas de navegação templárias para "descobrir" o Brasil.

A arquitetura gótica surgiu repentinamente durante o desenvolvimento da Ordem dos Templários. Não pode ser considerada uma continuidade da arquitetura romana, pois os conceitos entre ambas são totalmente opostos. A arquitetura romana baseia-se numa força de cima para baixo que estabiliza toda a construção. Enquanto a gótica está baseada no princípio contrário, numa força que pressiona de baixo para cima. Esses conceitos arquitetônicos e geométricos são muito avançados para o pensamento medieval. Portanto, acredita-se que a arquitetura gótica tenha surgido através de um conhecimento secreto adquirido pelos Templários, e as várias Catedrais tenham sido edificadas para guardar suas riquezas.

Wicca

Também conhecida por Religião da Deusa e Antiga Religião, a Wicca é uma filosofia de origem pré-cristã baseada no princípio de criação feminino, nos ciclos da natureza, como as fases lunares e as quatro estações, revivendo o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos. Também inclui várias modalidades de magia e rituais que buscam a harmonização pessoal. 

Para seus adeptos, a Wicca é considerada uma religião. Devido a popularidade que atingiu nos últimos anos, várias hipóteses são criadas; desde sua origem até a forma como é praticada atualmente. Portanto, as definições são amplamente maleáveis e a Wicca torna-se um tema relativamente incerto.
O termo Wicca possui provavelmente duas origens. A primeira está ligada a palavra saxônica Witch, que significa dobrar, moldar ou girar. A segunda origem é relativa a raiz germânica da palavra Wit, que significa saber ou sabedoria. Portanto, deduze-se que Wicca pode significar moldar a sabedoria. É neste conceito que reside sua essência: moldar (adaptar e utilizar) o conhecimento universal em próprio benefício, sem prejudicar a ninguém. Porém, a palavra ainda carrega uma conotação negativa e errônea, sendo associada ao satanismo, magia destrutiva e cultos ou seitas opositoras ao cristianismo de um modo geral.

A Wicca e os Celtas

O conceito de Magia Wicca que se conhece atualmente, surgiu com os Celtas no período neolítico; nas regiões da Irlanda, Inglaterra e País de Gales, atingindo posteriormente a Itália e a França. Os Celtas surgiram por volta de 2 mil anos antes de Cristo e provavelmente tiveram origem entre os povos indo-europeus da Ásia. Apesar do povo celta ter se espalhado por terras tão distantes, seus costumes não se fragmentaram. Pois o idioma, a arte e a religião sedimentavam a base cultural.
A raiz filosófica-espiritual dos celtas era baseada no Druidismo, uma religião politeísta que reverenciava duas divindades principais: a Deusa Mãe (chamada de Ceridwen), que representa a criação e a fecundação onde todo o universo se originou; e seu filho, o Deus Cornífero (chamado de Cernunos), o pólo masculino que representa a fertilização. A única forma de alcançar as divindades era mantendo uma estreita relação com a natureza. Até mesmo o calendário era orientado através da natureza. Os celtas realizavam festivais ritualísticos celebrando suas divindades, praticavam a agricultura e a cura através das ervas.
Na organização social Celta, os Druidas eram os sacerdotes, guardiões das tradições, cultura e teologia. A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres. Mas a cultura era essencialmente matriarcal. A iniciação nos mistérios druídicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veículo de Magia incontrolável. Ao se espalhar pela Europa, os celtas levaram suas crenças nativas que se combinaram ao conjunto de crendices local, dando origem ao conceito primitivo da Wicca.

Pagãos & Cristãos

Paganismo é o termo usado para definir as religiões oriundas do período pré-cristão. Assim, as práticas pagãs se desenvolveram durante séculos. Até que em 330 d.C, o cristianismo passou a ser imposto aos povos de todo o mundo. As práticas pagãs foram consideradas heréticas e toda a religiosidade pré-cristã, bem como seus adeptos, tornaram-se alvos da intolerância católica.
A Igreja deturpou a real significação da crença pagã e a propagou como um culto demoníaco. Por exemplo, a imagem do demônio comum entre os cristãos, é um homem com chifres e patas de bode; muito semelhante à imagem do Deus Cornífero. Este é um forte indício de que a Igreja católica transformou a imagem de divindades anteriores ao cristianismo em símbolos maléficos. Assim, o sentido original assumiu um caráter negativista e destrutivo. Infelizmente, esta conotação se fortaleceu ao longo do tempo, e tudo que estivesse relacionado à bruxaria e Wicca, era visto como uma forma de anticristianismo. Este conceito errôneo foi se diluindo recentemente, à medida que estudos sérios e imparciais sobre as culturas pré-cristãs foram sendo divulgados.
Nesse período, certa de 5 milhões de mulheres foram queimadas, acusadas de bruxaria. Com isso a Igreja conseguiu conter o crescente poder que a imagem feminina estava adquirindo ao longo dos séculos, diante da chamada Deusa. Por conseqüência disso, foi gerada essa nossa sociedade masculinizada em quase todos os segmentos. Isso só veio a se alterar nos últimos anos, mesmo assim muito lentamente.

Wicca no Século XX

Um dos primeiros registros da utilização da palavra Wicca no século XX, ocorreu em 1921 quando foi publicado o livro The Witch Cult in Western Europe, da antropóloga Margaret Murray. Nesta obra, a autora relata os cultos pagãos do período pré-cristão que ainda eram cultivados em diversas partes da Europa. Em 1948, Robert Grave publicou The White Goddess. Após três anos, quando a última lei contra as práticas pagãs foi revogada, Gerald Gardner publicou o famoso Witchcraft Today. A consolidação da literatura wiccaniana ocorreu em 1979, com a publicação de Spiral Dance (com o título em português A Dança Cósmica das Feiticeiras) da autora Starhawk. Esta obra se tornou o livro sobre Wicca mais lido em todo o mundo. A partir daí, houve uma explosão de livros e artigos relacionados à práticas e crenças pagãs. Assim, a Wicca ganhou notoriedade na sociedade moderna ocidental, e ficou evidente que a bruxaria havia sido a crença religiosa predominante entre os antigos europeus; havia resistido a supressão e sobrevivido aos tempos modernos.
Atualmente, acredita-se que exista em torno de 12 milhões de neopagãos espalhados por todo o mundo. Sendo 250 mil nos Estados Unidos. Uma parte da população da Islândia é adepta do Asatru; uma variação da Wicca. Vários grupos se organizam e compõem um forte elo de divulgação por diversas partes do planeta. Assim, em todo mundo renasce a crença na Deusa e na Antiga Religião.

http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/crencas/wicca.htm